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MRN inicia projeto de R$ 5 bilhões e avança na conexão de suas operações à rede elétrica

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Ilustração de mina de bauxita, floresta e linha de transmissão
Mineração e infraestrutura elétrica compõem duas frentes de investimento da MRN no oeste do Pará. Ilustração editorial produzida por inteligência artificial; não retrata mina, floresta ou instalações reais. Crédito: LAWINFRA/IA.

Projeto Novas Minas prevê R$ 5 bilhões em cinco anos; em frente própria, linha de transmissão chegou a 63% de avanço físico em agosto e tem operação prevista para o início de 2027.

A Mineração Rio do Norte (MRN) entrou na fase de implantação do Projeto Novas Minas (PNM), com investimentos estimados em R$ 5 bilhões nos próximos cinco anos. A atualização consta da quarta edição do caderno institucional Por Dentro da MRN, disponibilizada em 15 de setembro. O empreendimento busca sustentar a continuidade da produção de bauxita no oeste do Pará por mais quinze anos.

Em outra frente, a companhia informou que sua linha de transmissão alcançou 63% de avanço físico em agosto. A previsão é conectar as operações ao Sistema Interligado Nacional (SIN) no primeiro trimestre de 2027. O avanço das duas iniciativas aproxima a expansão da base mineral da mudança no abastecimento elétrico da operação.

Implantação e continuidade operacional

A licença de instalação obtida em abril de 2026 permitiu ao PNM avançar para a etapa de obras. A MRN projeta 2,3 mil postos de trabalho durante a implantação e a manutenção de mais de 7,7 mil empregos. São estimativas da empresa, vinculadas à execução do projeto, e não um balanço de contratações já realizadas.

O empreendimento envolve Oriximiná, Terra Santa e Faro. A companhia também oferece, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), 1,2 mil vagas gratuitas de qualificação em áreas como construção civil, operação de máquinas, soldagem e manutenção. A formação está programada entre julho de 2026 e julho de 2027.

A bauxita é a matéria-prima da cadeia que produz alumina e, posteriormente, alumínio. A continuidade de sua extração exige reposição de áreas de lavra, capacidade de beneficiamento e infraestrutura para movimentar o minério. Por isso, o efeito do investimento alcança fornecedores de engenharia, equipamentos, transporte e serviços industriais.

Linha de transmissão tem cronograma próprio

O Projeto Linha de Transmissão (PLT) prevê 98 quilômetros em 230 quilovolts, com 232 torres entre a subestação de Oriximiná e a futura subestação Saracá, em Porto Trombetas. A publicação registra a conclusão das cinco torres da travessia do Rio Trombetas, uma das etapas de maior complexidade logística e de engenharia.

A MRN estima redução de 90% das emissões de gases de efeito estufa do processo de geração de energia com a implantação da linha. O percentual se refere a esse processo específico, não às emissões totais da mineração ou de toda a cadeia do alumínio. A conexão e a redução projetada ainda dependem da conclusão e entrada em operação do empreendimento.

O orçamento de R$ 5 bilhões divulgado no caderno refere-se ao PNM. A linha elétrica é apresentada como projeto próprio; a publicação não permite simplesmente somar seu custo ao valor das novas minas nem concluir que todo investimento elétrico esteja incluído naquela cifra.

O que muda para a cadeia de fornecedores

A combinação de obras minerais e elétricas cria demanda por contratos com prazos e interfaces diferentes. Para fornecedores, a questão central é compatibilizar mobilização, transporte de materiais, disponibilidade de equipamentos e execução em território amazônico. Para a operação, a chegada da energia precisa acompanhar as necessidades industriais.

Os próximos marcos são o avanço das obras do PNM, as contratações efetivas e a conclusão da linha no cronograma anunciado. A licença, o investimento previsto e o percentual de execução indicam etapas distintas: acompanhar cada uma permite medir quanto do plano já se converteu em capacidade operacional.