ISA Energia investe R$ 1,1 bilhão no 3T26 e amplia carteira de obras

Reforços e melhorias cresceram 32,1%, para R$ 578,5 milhões; projetos Serra Dourada e Itatiaia concentram R$ 4,1 bilhões de Capex remanescente, enquanto a dívida líquida alcançou R$ 17 bilhões.
A ISA Energia Brasil investiu R$ 1,103 bilhão no terceiro trimestre de 2026. O total ficou 8,5% abaixo do registrado no mesmo período de 2025, porque a companhia passou a ter menos projetos greenfield em construção após as energizações de Riacho Grande, Jacarandá e Piraquê, concluídas entre outubro de 2025 e junho deste ano.
Reforços e melhorias ganham peso
A composição do investimento mudou. Reforços e melhorias na rede existente receberam R$ 578,5 milhões, alta de 32,1% em um ano. A empresa informou que 57% desse valor foi destinado a reforços e 43% a melhorias. Nos nove primeiros meses, essa frente acumulou R$ 1,394 bilhão, 24,1% acima do período comparável.
Carteira autorizada chega a R$ 7,6 bilhões
A companhia também informou ter energizado cerca de R$ 947 milhões em projetos de reforços e melhorias entre janeiro e setembro. A carteira autorizada chegou a R$ 7,6 bilhões no fim do trimestre, 5,1% acima do encerramento do 2T26, após novas autorizações da Agência Nacional de Energia Elétrica, atualização de custos e correção pelo IPCA, parcialmente compensadas pela execução das obras.
Veja o cronograma e as condições dos próximos leilões de transmissão →
Serra Dourada atinge 64% de avanço físico
Nos projetos licitados, o investimento trimestral foi de R$ 524,9 milhões. Serra Dourada, na Bahia e em Minas Gerais, recebeu R$ 466,4 milhões e atingiu 64% de avanço físico. Itatiaia, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, recebeu R$ 54 milhões e chegou a 35%. Os dois empreendimentos têm Receita Anual Permitida conjunta de R$ 596,9 milhões no ciclo 2026/2027 e aproximadamente R$ 4,1 bilhões de Capex ainda por executar.
Acompanhe a carteira recente de concessões de transmissão →
Dívida líquida alcança R$ 17 bilhões
A expansão ocorre com aumento do endividamento. A dívida líquida alcançou R$ 17,018 bilhões em 30 de setembro, alta de 20,5% desde dezembro de 2025. A empresa atribuiu a variação principalmente a R$ 2,5 bilhões captados nas 22ª e 23ª emissões de debêntures, à consolidação de R$ 600 milhões da dívida da IE Madeira e à correção monetária. Parte do aumento foi compensada pela oferta primária de ações de R$ 1,2 bilhão.
Lucro regulatório inclui efeito não recorrente
O lucro líquido regulatório de R$ 1,905 bilhão, 246,3% maior que o do 3T25, não deve ser lido isoladamente como geração recorrente de caixa. O trimestre reconheceu efeito contábil positivo e não recorrente de R$ 1,94 bilhão ligado ao descruzamento de participações em IE Madeira e IE Garanhuns. Excluído esse efeito, a companhia apresentou lucro regulatório pró-forma de R$ 625,5 milhões; pelas normas societárias, o lucro foi de R$ 913,8 milhões.
Próximo teste é transformar obras em receita
A entrada integral de IE Madeira na consolidação e novos ativos em operação ajudaram a receita líquida regulatória a crescer 40,9%, para R$ 1,511 bilhão. A teleconferência está marcada para esta quarta-feira, 4 de novembro, às 10h. Investidores, regulador e usuários devem acompanhar o cronograma dos projetos, a conversão do Capex em Receita Anual Permitida e a capacidade de financiar a carteira sem deteriorar o perfil de dívida.
Entenda as diretrizes recentes para o planejamento da rede →
