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São Paulo consulta criação de câmara para negociar mudanças em concessões

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Ilustração editorial de sala de negociação com mapas e modelos de infraestrutura
Sala e projetos de infraestrutura em cena fictícia criada com inteligência artificial. A imagem não representa órgão, contrato ou reunião real. Crédito: LAWINFRA/IA.

Proposta da Consenso-SP organiza análises técnicas, jurídicas e econômico-financeiras e prevê teste competitivo em modernizações abrangentes; contribuições vão até 19 de novembro.

O Governo de São Paulo abriu consulta pública sobre uma política estadual para acompanhar e modernizar contratos de concessão e parcerias público-privadas. Entre as diretrizes está a criação da Câmara Permanente de Solução Consensual de Controvérsias em Contratos de Parceria, a Consenso-SP.

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Contribuições vão até 19 de novembro

A proposta foi divulgada nesta quarta-feira, 4 de novembro, pela Secretaria de Parcerias em Investimentos. Usuários, empresas, entidades, especialistas e instituições acadêmicas podem enviar contribuições à Consulta Pública SPI nº 006/2026 até 19 de novembro, com possibilidade de prorrogação.

Câmara reuniria reguladores e Procuradoria

Pelo desenho apresentado, a câmara seria coordenada pela SPI e teria participação das agências reguladoras estaduais e da Procuradoria-Geral do Estado. A avaliação reuniria dimensões técnicas, jurídicas e econômico-financeiras, preservando as competências de cada órgão.

Mudanças continuam dependentes de cada contrato

A política pretende organizar pedidos de novas obras e trechos, revisão de níveis de serviço, solução de passivos e disputas, modernização de obrigações e ajustes regulatórios. Cada mudança continuaria dependente do contrato, da fundamentação administrativa e das autorizações aplicáveis; a consulta não constitui autorização geral para aditivos.

Teste competitivo mede alternativa de mercado

Nas modernizações mais abrangentes, a minuta anunciada prevê processos competitivos para testar as condições oferecidas pelo mercado. O mecanismo busca reduzir a assimetria de informação entre Estado e concessionária e comparar a proposta negociada com alternativas disponíveis.

Vantagem precisa incluir usuários e tarifas

O teste competitivo pode aumentar transparência e pressão por condições mais vantajosas, mas não elimina a necessidade de motivar a alteração, demonstrar vantagem para usuários e poder concedente e tratar impactos tarifários, prazo, investimento, risco e equilíbrio econômico-financeiro.

Consensualidade não afasta fiscalização

A estrutura permanente também procura dar previsibilidade a contratos que duram de 20 a 30 anos e atravessam mudanças tecnológicas, urbanas e de demanda. Consensualidade não significa renúncia à fiscalização: acordos precisam respeitar competências, controles, direitos de terceiros e indicadores verificáveis.

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Norma final virá após relatório da consulta

Depois do prazo, a SPI deverá analisar as manifestações e publicar relatório consolidado. Os próximos marcos são a divulgação dos documentos finais, a edição da normativa estadual e a definição de como a câmara selecionará, instruirá e tornará públicos os casos concretos.