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Transporte aquaviário cresce 9,81% e atinge recorde de 374,6 bilhões de TKU

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Ilustração editorial de comboio de barcaças, navio de contêineres e terminal em corredor fluvial amazônico
Transporte aquaviário e corredores hidroviários em imagem editorial conceitual produzida com inteligência artificial; a cena não representa porto, embarcação ou empresa específicos. Crédito: LAWINFRA/IA.

Estudo aprovado na 619ª reunião da ANTAQ mostra alta de 21,06% na navegação interior e avanço de 195,04% no Rio Paraguai; Paraná–Tietê recua 31,77%.

O transporte aquaviário brasileiro atingiu 374,6 bilhões de toneladas-quilômetros úteis (TKU) em 2025, alta de 9,81% sobre o ano anterior e maior produção dos últimos cinco anos. O resultado foi divulgado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) na quarta-feira, 7 de outubro.

TKU mede peso e distância

O TKU combina peso e distância: uma tonelada transportada por um quilômetro corresponde a um TKU. O indicador permite dimensionar a intensidade do transporte melhor do que o volume isolado, mas não mede sozinho eficiência, custo, tempo de viagem ou rentabilidade.

Navegação interior avança 21%

A navegação interior chegou a 42,70 bilhões de TKU, avanço de 21,06%. O longo curso realizado em vias interiores alcançou 44,98 bilhões, alta de 23,46%. A cabotagem, que conecta pontos do território nacional por via aquaviária, somou 286,92 bilhões de TKU e cresceu 6,49%.

Hidrovias produzem 114,59 bilhões de TKU

Consideradas a navegação interior, a cabotagem em vias interiores e o longo curso em vias interiores, as hidrovias brasileiras produziram 114,59 bilhões de TKU, 19,06% acima de 2024. A Hidrovia do Baixo Amazonas respondeu por 63,95% desse total.

Rio Paraguai dispara; Paraná–Tietê recua

Na navegação interior, Madeira e Baixo Amazonas concentraram cerca de 59,6% da produção. O Madeira registrou 12,80 bilhões de TKU, crescimento de 20,92% e participação próxima de 30% na modalidade. O Rio Paraguai teve expansão de 195,04%, enquanto a hidrovia Paraná–Tietê recuou 31,77%.

Crescimento não é uniforme

As diferenças podem refletir condições hidrológicas, restrições de infraestrutura, operação e mudanças nos fluxos de carga. O crescimento agregado, portanto, não significa desempenho uniforme entre corredores nem elimina gargalos de dragagem, sinalização, terminais, licenciamento ou navegabilidade.

Ferrovias mantêm produção agregada maior

A ANTAQ comparou ainda a soma de navegação interior e cabotagem, de 329,62 bilhões de TKU e alta de 8,18%, com o transporte ferroviário, que atingiu 408,20 bilhões e cresceu 2,50%. A própria agência ressalva que a comparação é agregada e não constitui avaliação de eficiência, produtividade ou custos entre os modos.

Resultado recupera item da 619ª reunião

O estudo foi aprovado pela Diretoria Colegiada na 619ª Reunião Ordinária, realizada em 24 de setembro. A publicação resolve a pendência sobre o resultado desse item da reunião, mas não substitui a ata completa nem os atos individualizados dos demais processos da pauta.

Dados podem orientar investimentos

A base deve apoiar planejamento de corredores, avaliação de capacidade e regulação. Para projetos de hidrovia e terminais, o dado mais útil será combinar a evolução do TKU com origem e destino das cargas, sazonalidade, calado, tempos de espera, custos e investimentos necessários em cada rota.

Estudo integral e 620ª reunião seguem pendentes

A íntegra do estudo ainda será disponibilizada no portal da ANTAQ. O próximo passo é conferir a metodologia completa, as séries por corredor e os anexos usados pela Diretoria. Também permanece pendente o resultado documental da 620ª reunião, encerrada em 7 de outubro.