Sete hidrelétricas passam a ser comandadas de Tucuruí; conjunto soma 11,2 GW

Axia transfere a operação de Teles Pires e Colíder de Brasília para o Pará. Centralização reúne procedimentos e equipes, sem representar aumento da capacidade instalada das usinas.
A Axia Energia concentrou em Tucuruí, no Pará, o comando de sete hidrelétricas com 11,2 gigawatts (GW) de capacidade instalada. A mudança, divulgada pela companhia nesta segunda-feira, 26, inclui a transferência da operação de Teles Pires e Colíder, antes conduzida em Brasília.
O conjunto reúne também Tucuruí, Balbina, Samuel, Coaracy Nunes e Curuá-Una. Segundo a empresa, a centralização pretende unificar procedimentos e aproveitar a experiência das equipes para responder às contingências. O centro trabalha continuamente, com 17 profissionais e três turnos.
Comando remoto segue condições de cada usina
O comando remoto permite acompanhar condições das instalações e executar manobras de geração. A programação considera as orientações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), além da disponibilidade dos equipamentos, da água e das restrições ambientais. A transferência do local de comando reorganiza a operação dos ativos existentes; os 11,2 GW são a potência instalada do conjunto, não uma expansão anunciada agora.
Integração precisa funcionar também nas contingências
A contribuição para o sistema depende da capacidade de coordenar respostas, especialmente quando a produção eólica e solar varia. Uma decisão operacional precisa compatibilizar a necessidade de energia com as condições de cada reservatório e da rede. Concentrar informações ajuda nessa tarefa, mas exige comunicação confiável, proteção dos sistemas e procedimentos claros para contingências.
Para fornecedores e equipes de manutenção, a mudança também torna relevante a integração entre o centro remoto e os profissionais que permanecem nas instalações. O comando a distância não elimina intervenções locais nem as obrigações ambientais de cada usina. O desempenho deve ser observado pela continuidade do serviço e pela qualidade da resposta às ocorrências, e não somente pelo número de ativos supervisionados.
Desempenho será acompanhado na operação
A etapa anunciada é operacional. Seus efeitos poderão ser acompanhados nos indicadores de disponibilidade, nas informações sobre contingências e nos próximos informes da companhia. A divulgação não apresenta uma redução quantificada de falhas que permita antecipar esse resultado.
