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Atraso em licenças de Coringa leva Serabi a cortar projeção de ouro

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Ilustração editorial de mina subterrânea e infraestrutura de processamento cercadas pela floresta do Pará, com inspeção técnica em primeiro plano
A mina Coringa opera sob autorização experimental enquanto aguarda aprovações para a licença de operação; a cena é conceitual e não reproduz instalações reais. Ilustração editorial original produzida por inteligência artificial. Crédito: LAWINFRA/IA.

Mineradora agora espera repetir em 2026 o volume de 44,2 mil onças produzido em 2025, abaixo da meta anterior de mais de 53 mil; autorização experimental vence em janeiro.

A Serabi Gold reduziu a projeção de produção de ouro para 2026 porque as autorizações pendentes da mina Coringa, no Pará, impediram o aumento planejado para o quarto trimestre. A empresa agora espera produzir volume semelhante ao de 2025, quando registrou 44.169 onças, ante orientação anterior de mais de 53 mil onças.

Autorização experimental vence em janeiro

Coringa opera com uma Guia de Utilização, autorização experimental da Agência Nacional de Mineração (ANM), válida até 29 de janeiro de 2027. A companhia informou que negocia com a agência a continuidade do regime enquanto busca a licença de operação definitiva.

Funai e Incra ainda precisam decidir

Para pedir a licença de operação à Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará, a mineradora ainda depende da aprovação final do Estudo de Componente Indígena pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas e de autorizações de mudança de uso do solo pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, em instâncias estadual e federal.

Semas admitiu pedido direto de licença de operação

Segundo a Serabi, a secretaria estadual admitiu em setembro que o projeto peça diretamente a licença de operação, sem uma licença de instalação intermediária, porque o minério é processado no Complexo Palito e não há planta ou barragem de rejeitos em Coringa. Essa possibilidade não equivale à licença concedida nem elimina as anuências pendentes.

Limite anual de transporte está em 100 mil toneladas

A guia atual permite transportar até 100 mil toneladas de minério por ano para Palito. Até 30 de setembro, a empresa havia remetido 85.602 toneladas dentro da franquia anual. O limite e a proximidade do vencimento tornam a regularização relevante para a continuidade operacional e para qualquer expansão do volume.

Produção trimestral caiu 9%

No terceiro trimestre, o grupo produziu 11.008 onças de ouro, queda de 9% frente ao mesmo período de 2025. O recuo decorreu principalmente de teores abaixo do esperado em Palito. Coringa respondeu por 8.101 onças no trimestre e por 23.089 onças no acumulado de nove meses.

Novo moinho depende de minério regularizado

A Serabi concluiu a instalação do quarto moinho de bolas em Palito e iniciou o comissionamento. O equipamento eleva a capacidade anual projetada de processamento para 330 mil toneladas em 2027, mas a utilização do reforço para material de Coringa depende das autorizações e da disponibilidade de minério dentro das condições legais.

Quatro decisões definirão a continuidade

Os próximos marcos são a manifestação da ANM sobre a guia, as aprovações da Funai e do Incra, o protocolo e a decisão da licença de operação pela Semas e a atualização de orientação prevista com os resultados financeiros do terceiro trimestre, no fim de novembro. Até lá, a empresa mantém a mina em regime experimental e a projeção reduzida.