Minas inicia modelagem de resíduos para 200 municípios da Bacia do Rio Doce

Estruturação de R$ 24,14 milhões avaliará soluções regionalizadas para coleta, tratamento e destinação; execução dependerá de diagnóstico, adesão municipal e futura modelagem.
O Governo de Minas iniciou em 26 de outubro a estruturação de um projeto regional de manejo de resíduos sólidos para 200 municípios da Bacia do Rio Doce. A etapa aberta reúne diagnóstico e estudos para definir soluções compartilhadas de coleta, tratamento e destinação final.
Primeira etapa mapeará déficits e alternativas
A reunião inicial apresentou objetivos, metodologia, etapas e próximos passos. O trabalho deverá examinar a situação dos lixões, a cobertura da coleta seletiva e alternativas de triagem, reciclagem, compostagem e disposição ambientalmente adequada, segundo as fontes oficiais.
FEP Caixa e IFC apoiam a estruturação
A Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais contratou o Fundo de Apoio à Estruturação de Projetos de Concessão e PPP da Caixa em junho. A estruturação tem apoio técnico da International Finance Corporation e pode organizar até seis projetos regionais, conforme registro do conselho federal do fundo.
R$ 24,14 milhões financiam estudos, não obras
A ficha atual do programa informa valor de R$ 24.139.245,44 para a estruturação, duração estimada de um ano e seis meses e diagnóstico ainda por iniciar. Esse montante paga estudos e modelagem; não equivale ao investimento necessário para implantar instalações, adquirir equipamentos ou operar os serviços.
Acordo do Rio Doce sustenta programa mais amplo
O projeto integra o programa de saneamento do Novo Acordo do Rio Doce. O Anexo 9 reservou R$ 11 bilhões para saneamento ao longo de 20 anos, dos quais R$ 7,54 bilhões cabem a Minas Gerais. Essa dotação ampla também alcança abastecimento de água, esgotamento sanitário e macrodrenagem e não deve ser confundida com o custo desta modelagem.
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Escala regional terá de considerar custos e inclusão
A regionalização procura ganhar escala em municípios que isoladamente podem não sustentar instalações e contratos completos. O desenho deverá considerar distância de transporte, quantidade e composição dos resíduos, passivos existentes, capacidade de pagamento, inclusão de catadores e divisão de responsabilidades entre municípios e prestadores.
Modelo e adesões ainda não estão definidos
Concessões e parcerias público-privadas são alternativas priorizadas pelo programa, mas não há modelo definitivo nem edital de operação lançado. A titularidade municipal e a adesão dos entes exigem arranjos de governança; a escolha também deverá demonstrar viabilidade técnica, ambiental, jurídica e econômico-financeira.
Diagnóstico antecede edital e implantação
Os próximos marcos verificáveis são o diagnóstico dos 200 municípios, a definição dos agrupamentos regionais, a escolha dos modelos de prestação e a consulta aos entes interessados. Somente depois dessas etapas será possível identificar investimentos, tarifas ou contraprestações, licenças, cronograma de implantação e eventual licitação.
