Ofgem consulta financiamento antecipado para interligação de 2 GW no Reino Unido

Pedido permite aquisição de terrenos, obras preparatórias e compras antes das licenças finais do Eastern Green Link 3; regulador ressalva risco de custos irrecuperáveis.
A Ofgem abriu consulta sobre o financiamento antecipado do Eastern Green Link 3, uma interligação em corrente contínua de alta tensão com capacidade de 2 gigawatts entre o nordeste da Escócia e Norfolk, na Inglaterra. As contribuições serão recebidas até 30 de novembro.
Pedido cobre terrenos, obras preparatórias e compras
National Grid Electricity Transmission e Scottish Hydro Electric Transmission pediram recursos para comprar terrenos estratégicos, executar obras preparatórias e assumir compromissos de aquisição antes de o projeto receber todas as licenças e ter o desenho final fechado.
Posição preliminar não substitui licenças
O regulador apresentou posição preliminar favorável, mas não publicou a consulta como autorização de planejamento. A decisão de financiamento também não garante que a interligação será executada exatamente como proposta.
Projeto prevê 690 quilômetros de ligação
O EGL3 foi desenhado para transportar até 2 GW por cerca de 690 quilômetros de cabos submarinos e terrestres. A National Grid estima contratos próximos de 3 bilhões de libras e capacidade equivalente ao consumo de aproximadamente 2 milhões de residências.
Velocidade cria risco de custos irrecuperáveis
A lógica do mecanismo é reduzir atrasos em ativos estratégicos: compras de longa antecedência, terrenos e mobilização podem começar antes da autorização integral. Em contrapartida, consumidores podem ficar expostos a custos irrecuperáveis se o projeto for alterado ou não avançar.
Regulador separa financiamento e planejamento
A Ofgem afirma que sua análise busca equilibrar velocidade e proteção tarifária. A consulta separa explicitamente a decisão de financiamento da decisão de licenciamento, preservando as instâncias ambientais e territoriais.
Modelo oferece comparação para transmissão brasileira
Para o Brasil, o caso oferece comparação útil para leilões e autorizações de transmissão com equipamentos de prazo longo. A antecipação pode diminuir risco de cronograma, mas exige critérios claros sobre custos elegíveis, marcos de liberação, transparência e alocação do risco de cancelamento.
