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Transmissão no leste da Inglaterra recebe aval de £642 milhões, com revisão de custos

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Ilustração conceitual de torres de transmissão, subestação e instalação de cabos em paisagem rural britânica
Corredor de transmissão em ilustração editorial produzida por inteligência artificial. A cena é conceitual e não retrata o empreendimento Bramford–Twinstead. Crédito: LAWINFRA/IA.

Decisão cobre o corredor Bramford–Twinstead e reduz o custo inicialmente reconhecido. Dos £60,6 milhões retirados do pedido, £34,5 milhões ainda poderão ser reavaliados.

A Ofgem, reguladora de energia da Grã-Bretanha, aprovou em 19 de outubro uma autorização regulatória de custos de £642,1 milhões para o reforço de transmissão Bramford–Twinstead, da National Grid Electricity Transmission. O valor está expresso a preços de 2024/2025 e estabelece a parcela reconhecida nesta avaliação para a execução do empreendimento.

A intervenção, entre Suffolk e Essex, reúne 18 quilômetros de linhas aéreas, 11 quilômetros de cabos subterrâneos, uma nova subestação em Twinstead Green e melhorias em Bramford. Integra o mecanismo Accelerated Strategic Transmission Investment, criado para acelerar a avaliação de 26 projetos estratégicos de transmissão.

Receita regulada, não repasse direto

O financiamento será estruturado pela transmissora, por meio de dívida e capital próprio. Os custos considerados eficientes e a remuneração regulada são recuperados ao longo do tempo pelas receitas permitidas, custeadas pelos encargos de rede nas contas de energia. A autorização define o custo reconhecido, em vez de transferir dinheiro da reguladora à empresa.

Parte do corte poderá voltar à avaliação

O documento final retirou £60,6 milhões do pedido apresentado. Esse total, porém, não é uma economia definitiva: £26,1 milhões foram desautorizados, enquanto £34,5 milhões ficaram diferidos. A parcela diferida poderá receber cobertura por outras vias regulatórias, desde que a empresa demonstre necessidade, eficiência e documentação suficiente.

A Ofgem manteve a provisão inicial de riscos no nível P50, correspondente à estimativa mediana dos riscos modelados, em vez de antecipar uma reserva maior. Na prática, a decisão combina uma estimativa inicial com mecanismos posteriores para eventos incertos. Também preservou o limiar de 5% para o mecanismo de ajuste por determinados eventos de custo e entrega, recusando a redução pretendida para riscos específicos.

A decisão encerra a avaliação submetida a consulta no início do ano. A implementação exige agora consulta sobre as alterações das condições da licença, conforme o procedimento anunciado pela agência.

Obras já estão em andamento

A National Grid informa que a autorização de implantação foi obtida em setembro de 2024 e situa as principais obras entre 2026 e 2029. Seu acompanhamento da execução registra atividades em acessos, estruturas de conexão da subestação de Bramford, fundações de torres e na nova subestação de Twinstead Green.

Segundo a empresa, a rede existente comporta a geração atual, mas novas conexões de eólicas marítimas, geração nuclear e interligações internacionais transformarão esse trecho em um gargalo sem o reforço. A infraestrutura é planejada para transportar essa oferta adicional. O benefício depende da entrega física da rede e da entrada dos empreendimentos conectados.

Benefícios do programa não são a economia de uma única linha

A Ofgem associa a expansão à redução de pagamentos feitos a geradores eólicos quando precisam interromper a produção por falta de capacidade de escoamento. Nas estimativas divulgadas, os £60 de acréscimo às contas até 2031 e os £80 de economia em relação a não investir referem-se ao conjunto dos investimentos em transmissão considerado no RIIO-3, e não ao resultado isolado de Bramford–Twinstead.

Comparação brasileira exige distinguir as causas dos cortes

No Brasil, a ANEEL aprovou em 6 de outubro regras para organizar os cortes de geração. A agência distingue cortes por sobreoferta de energia dos motivados por restrições elétricas: estes continuam sendo realizados onde produzam maior efeito operacional, com distribuição do impacto entre agentes elegíveis. Essa distinção importa porque ampliar uma linha não resolve, por si só, todas as causas de redução da geração.

Na leitura do LAWINFRA, o caso britânico oferece uma referência para avaliar investimentos de rede: separar a necessidade física da obra, os custos reconhecidos de imediato e os riscos que exigirão comprovação posterior. Para investidores e consumidores, os próximos marcos são a alteração da licença, a execução do corredor e eventuais pedidos adicionais de reconhecimento de custos.

Consulte a decisão completa

Ato da Ofgem de 19 de outubro de 2026, em cópia integral com autoria e origem preservadas. Reutilização conforme Open Government Licence.

Abrir ou baixar a decisão da Ofgem