Plano energético até 2036 projeta R$ 3,3 trilhões e entra em consulta pública

Planejamento para 2027–2036 recebe contribuições até 6 de novembro; projeções orientam a discussão sobre demanda, oferta e infraestrutura.
O Relatório Síntese do Plano Decenal de Expansão de Energia 2036 foi disponibilizado nesta quinta-feira, 8 de outubro, pelo Ministério de Minas e Energia e pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). A consulta pública nº 235 recebe contribuições até 6 de novembro. O documento estima cerca de R$ 3,3 trilhões em investimentos entre 2027 e 2036.
Demanda e flexibilidade orientam o debate
No cenário de referência divulgado pela EPE, o consumo de eletricidade cresce 3,4% ao ano e chega a 979 terawatts-hora em 2036. O planejamento considera novas demandas, como veículos elétricos e data centers, e necessidades de flexibilidade do sistema. Os valores são projeções de planejamento sujeitas ao debate público.
A EPE informa que dez cadernos temáticos serão publicados nas próximas semanas. As contribuições podem ser encaminhadas pelos portais de consultas do ministério e Brasil Participativo. A abertura decorre da Portaria SNTEP/MME nº 3.246, de 7 de outubro, e envolve a versão para consulta do relatório.
Como transformar projeções em decisões
Para investidores, o valor agregado oferece uma dimensão da expansão projetada. A decisão sobre cada empreendimento exige examinar o segmento, a localização e as condições de conexão, contratação, financiamento e licenciamento. Uma projeção nacional ganha utilidade empresarial quando é confrontada com esses requisitos concretos.
Na avaliação do LAWINFRA, a consulta merece atenção sobretudo nas premissas: crescimento da carga, distribuição territorial do consumo, disponibilidade das redes e recursos de flexibilidade. Divergências justificadas nesses pontos podem alterar a leitura das oportunidades e dos riscos, antes que se convertam em decisões de investimento.
Participação termina em 6 de novembro
O próximo marco é o encerramento da participação social em 6 de novembro, seguido da avaliação técnica das contribuições. Empresas e entidades interessadas devem acompanhar os documentos complementares e fundamentar propostas que vinculem demanda, infraestrutura e viabilidade econômica.
