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P-82 deixa Singapura rumo a Búzios; operação é prevista para 2027

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Ilustração conceitual de grande plataforma FPSO deixando um estaleiro asiático
Ilustração conceitual produzida com inteligência artificial; não representa registro documental da P-82 nem de sua travessia. Crédito: LAWINFRA/IA.

FPSO Búzios 10 tem capacidade nominal para 225 mil barris por dia. Travessia, instalação, conexão e comissionamento ainda separam a partida do primeiro óleo.

A plataforma P-82 deixou no domingo, 18 de outubro, o estaleiro Tuas Boulevard Yard, em Singapura, rumo ao campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos. A saída é um marco físico do projeto Búzios 10, mas ainda não representa o início da produção.

Capacidade nominal não é produção imediata

A unidade tem capacidade nominal para produzir 225 mil barris de petróleo por dia e comprimir 12 milhões de metros cúbicos de gás. Mede 345,3 metros de comprimento, 60 metros de largura e pesa mais de 100 mil toneladas, segundo a Petrobras.

Depois da viagem, a P-82 precisará chegar à locação, ser posicionada e conectada aos poços e sistemas submarinos. Testes e comissionamento antecedem o primeiro óleo. A companhia prevê a entrada em operação em 2027, sem informar no comunicado o mês da chegada ou do começo da produção.

Como funciona um FPSO

A P-82 é um FPSO, sigla em inglês para unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência. O sistema recebe os fluidos dos poços, separa petróleo, gás e água, processa os produtos e armazena o óleo até sua transferência para navios aliviadores.

Segunda unidade da série a iniciar a travessia

A unidade é a segunda da série 80 a deixar Singapura em menos de um mês. A P-80 iniciou a viagem em 30 de setembro. Cada partida deve ser tratada como um marco próprio: as plataformas têm destino, integração e cronograma operacional individualizados, ainda que compartilhem capacidade e características de projeto.

Módulos tiveram fabricação no Espírito Santo

Parte dos módulos de processo da P-82 foi fabricada no Estaleiro Seatrium Aracruz, no Espírito Santo. Outros módulos foram construídos em Singapura e na China e levados ao estaleiro de integração. O contrato segue o modelo EPC, que reúne engenharia, suprimentos, construção e comissionamento sob responsabilidade da contratada até a entrega para operação no Brasil.

A produção em série busca repetir soluções, elevar a confiabilidade e reduzir custos e riscos de construção. Esse ganho não elimina as etapas posteriores: transporte marítimo, instalação, prontidão dos sistemas, conexão dos poços e ramp-up continuam determinantes para prazo e produção efetiva.

Búzios deve chegar a 11 plataformas

Búzios é operado pela Petrobras, com participação de CNOOC, CNPC e Pré-Sal Petróleo S.A. A companhia prevê 11 plataformas em operação no campo ao fim de 2027. Esse total é uma meta de implantação, não uma confirmação antecipada de que todas as unidades estarão produzindo em plena capacidade.

Chegada e primeiro óleo são os próximos marcos

Os próximos marcos verificáveis são a chegada da P-82 ao Brasil, a instalação no campo, a conexão dos poços, o comissionamento e o primeiro óleo. Até lá, os 225 mil barris por dia devem ser lidos como capacidade nominal da unidade, e não como produção já incorporada ao país.

Petrobras — partida, capacidade, construção e previsão de operação da P-82 →