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P-80 e P-82 avançam para Búzios com capacidade conjunta de 450 mil barris por dia

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Plataforma P-80 em fase final de integração no estaleiro Tuas Boulevard Yard, em Singapura
Imagem ilustrativa produzida com inteligência artificial.

Duas plataformas destinadas ao campo de Búzios iniciam viagem ao Brasil nas próximas semanas e têm produção prevista para 2027; cada unidade poderá produzir 225 mil barris por dia.

As plataformas P-80 e P-82, destinadas ao campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, entraram na fase final de integração no estaleiro Tuas Boulevard Yard, em Singapura. A Petrobras e a Seatrium realizaram nesta quinta-feira, 27 de agosto, a cerimônia de batismo das unidades, que deverão iniciar a viagem ao Brasil nas próximas semanas.

A P-80, identificada como Búzios 9, será a primeira a deixar o estaleiro. A entrada em produção das duas plataformas está prevista para 2027. Antes disso, as unidades ainda precisarão completar a integração, atravessar o trajeto marítimo, ser posicionadas, conectadas aos sistemas submarinos, testadas e comissionadas.

Cada plataforma possui capacidade nominal de produzir 225 mil barris de petróleo por dia e processar 12 milhões de metros cúbicos de gás. Em conjunto, representam capacidade de até 450 mil barris diários de petróleo e 24 milhões de metros cúbicos de gás por dia.

Capacidade nominal não equivale a produção imediata ou permanente nesse nível. A curva efetiva dependerá da conexão dos poços, do comissionamento, das condições do reservatório, da disponibilidade operacional e das decisões de produção. O dado expressa o limite de projeto das instalações.

As unidades são do tipo FPSO, sigla em inglês para unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência. O sistema recebe os fluidos produzidos pelos poços submarinos, separa petróleo, gás e água, processa os produtos e armazena o petróleo até sua transferência para navios aliviadores.

A construção foi contratada pelo modelo EPC, que reúne engenharia, suprimentos, construção e comissionamento sob responsabilidade da contratada até a entrega. Partes dos módulos foram produzidas no Brasil: componentes da P-80 passaram pelo estaleiro BrasFELS, em Angra dos Reis, e componentes da P-82 pelo estaleiro de Aracruz, no Espírito Santo.

Outros módulos foram construídos na China, em Singapura e na Indonésia e reunidos para integração final. A cadeia internacional demonstra a complexidade industrial do projeto e também reforça a relevância contratual da coordenação entre fornecedores, prazos, transporte, certificação e conteúdo local.

Búzios é o maior campo brasileiro em reservas e produção. As novas plataformas integram um ciclo de expansão que inclui outras unidades de grande porte. A ampliação aumenta a necessidade de infraestrutura submarina, logística marítima, escoamento de gás, armazenamento, segurança operacional e resposta ambiental.

O avanço das plataformas ocorre no mesmo período em que Búzios registra recordes de exportação de gás natural. Os fatos são relacionados, mas distintos: o recorde reflete a operação das unidades atuais; P-80 e P-82 representam capacidade futura e somente afetarão a produção depois da entrada em operação.

A etapa agora iniciada reduz o risco de construção, mas não elimina os riscos de transporte, instalação e comissionamento. Para o planejamento energético, o marco relevante seguinte será a chegada ao Brasil, seguida da conexão aos poços e da declaração de primeiro óleo de cada unidade.