P-80 deixa Singapura rumo a Búzios com capacidade para 225 mil barris por dia

FPSO Búzios 9 iniciou a travessia marítima em 30 de setembro. A unidade integra uma série de seis plataformas gigantes e ainda precisará ser instalada e comissionada antes da produção prevista para 2027.
A plataforma P-80 deixou nesta quarta-feira, 30 de setembro, o estaleiro Tuas Boulevard Yard, em Singapura, rumo ao campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos. O início da viagem transforma em movimento efetivo o cronograma que, desde o batismo da unidade em agosto, ainda dependia da conclusão da integração no estaleiro.
Unidade pode produzir 225 mil barris por dia
Identificada como Búzios 9, a P-80 tem capacidade nominal para produzir 225 mil barris de petróleo por dia e processar 12 milhões de metros cúbicos de gás. A unidade mede 345,3 metros de comprimento, 60 metros de largura e pesa mais de 100 mil toneladas, segundo a Petrobras.
Produção depende de instalação e comissionamento
Depois da travessia, a unidade ainda precisará ser posicionada, ancorada, conectada aos poços e aos sistemas submarinos, testada e comissionada. A Petrobras prevê o início da produção em 2027. O volume efetivamente produzido dependerá da evolução operacional da unidade, cuja capacidade nominal é de 225 mil barris por dia.
FPSO processa e armazena petróleo no mar
A P-80 é um FPSO, sigla em inglês para unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência. O sistema recebe os fluidos dos poços submarinos, separa petróleo, gás e água, processa os produtos e armazena o óleo até a transferência para navios aliviadores.
P-80 abre série de seis plataformas gigantes
A unidade é a primeira de uma série de seis plataformas de grande porte a deixar o estaleiro. A P-82, destinada também a Búzios, permanece em fase final de construção. P-83 seguirá para Búzios; P-84 e P-85, respectivamente, para Atapu e Sépia. O comunicado não detalha a data prevista de chegada da P-80 ao Brasil.
Módulos tiveram fabricação no Brasil
A construção foi contratada pelo modelo EPC, que reúne engenharia, suprimentos, construção e comissionamento sob responsabilidade da contratada. Módulos de processo da P-80 foram fabricados no estaleiro Seatrium BrasFELS, em Angra dos Reis. Outros componentes foram construídos na China, Singapura e Indonésia antes da integração final.
Risco agora migra para travessia e integração
A saída do estaleiro reduz o risco associado à fabricação e à integração, mas desloca a atenção para transporte marítimo, instalação, conexão e prontidão operacional. Esses marcos podem afetar prazo, custo, seguros, logística e a curva de produção do projeto.
Expansão pressiona infraestrutura de apoio
Búzios é o maior campo brasileiro em reservas e produção. A expansão das plataformas amplia também a demanda por sistemas submarinos, apoio marítimo, escoamento de gás, armazenamento, segurança operacional e resposta ambiental.
Recorde atual de gás não inclui a P-80
O campo registrou em agosto exportação média superior a 10 milhões de metros cúbicos de gás por dia e recorde diário de 14,1 milhões de metros cúbicos. Esses números se referem às unidades já operacionais; não incluem a capacidade futura da P-80.
Chegada e primeiro óleo são os próximos marcos
Os próximos marcos verificáveis são a chegada ao Brasil, a instalação no campo, a conexão dos poços, o comissionamento e o primeiro óleo. Somente depois dessas etapas será possível medir a contribuição efetiva da P-80 à produção de Búzios.
