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Pensilvânia busca usinas e baterias para acelerar a conexão à rede

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Ilustração editorial de baterias, subestação elétrica e centro de dados na Pensilvânia
Ilustração editorial conceitual produzida com inteligência artificial; não representa empreendimento inscrito ou aprovado. Crédito: LAWINFRA/IA.

Chamada publicada em 10 de outubro prepara projetos para a janela de 2027 da PJM. Via especial exige ao menos 250 MW de capacidade reconhecida e operação em até três anos.

O Departamento de Proteção Ambiental da Pensilvânia publicou em 10 de outubro uma chamada de informações sobre projetos de geração e armazenamento que possam receber apoio estadual para a janela de conexão acelerada de 2027 da PJM, operadora regional do sistema elétrico nos Estados Unidos.

A chamada prepara a seleção de potenciais projetos. O aviso informa que a abertura da próxima janela ainda depende de anúncio da PJM; janeiro de 2027 é uma possibilidade. As respostas devem chegar preferencialmente até as 9h locais de 16 de novembro, com prioridade de análise para as seis primeiras. O procedimento tem finalidade informativa e de planejamento e não concede contrato ou financiamento.

Dez pedidos por ano na via especial

O mecanismo Expedited Interconnection Track (EIT) é uma via temporária para novas unidades ou ampliações de grande porte. Segundo a PJM, admite até dez pedidos por ano em 2026 e 2027 e busca permitir a assinatura do acordo de conexão em dez meses, com operação comercial em até três anos contados da apresentação do pedido. O projeto precisa de apoio da autoridade competente para facilitar os procedimentos de localização.

250 MW reconhecidos para confiabilidade

O piso é de 250 megawatts de capacidade acreditada, chamada UCAP: a parcela reconhecida para fins de confiabilidade do sistema. Esse conceito é diferente da potência nominal dos equipamentos. A chamada estadual exige também controle integral das áreas necessárias à usina, às instalações de conexão e à subestação até a apresentação do pedido.

Centros de dados têm exigências próprias

Projetos associados a centros de dados deverão demonstrar adesão às exigências estaduais de desenvolvimento responsável da infraestrutura, conhecidas como GRID. O governo da Pensilvânia relaciona essas regras a compromissos sobre custo da energia, aprovação local, transparência e proteção ambiental. A política prevê que o desenvolvimento dos centros de dados suporte os custos de infraestrutura que provoca.

A página oficial do programa GRID diferencia o exame ambiental do acesso à rede: a ordem estadual de agosto retirou as propostas de centros de dados do rito acelerado de licenciamento. A nova chamada trata do caminho de conexão de geração e armazenamento na PJM. Portanto, organizar oferta elétrica e comprovar elegibilidade nessa via exige coordenação com os demais procedimentos, cada qual com suas condições.

Primeiros projetos já foram aceitos

O rito já recebeu seus primeiros projetos. Em comunicado de 8 de outubro, a PJM informou a aceitação de duas propostas de baterias da ENGIE, Wayne e Galion, com 860 MW e 800 MW nominais, e da ampliação de 455 MW a gás em Hunterstown. Os empreendimentos somam 2.115 MW nominais e têm entrada prevista para meados de 2029. A capacidade futura depende da implantação dos projetos.

Conexão e execução precisam andar juntas

Na avaliação do LAWINFRA, o caso evidencia um desafio comum à expansão elétrica e digital: capacidade instalada, capacidade reconhecida para confiabilidade e disponibilidade de conexão são variáveis distintas. Um cronograma financiável precisa combinar terreno, licenciamento, equipamentos e rede. A referência internacional contribui para o debate brasileiro sobre grandes cargas e baterias, sem produzir efeitos sobre as regras nacionais.

Os próximos marcos serão a análise estadual das propostas, o anúncio da janela de 2027 e a submissão à PJM. O benefício procurado é reduzir o tempo de conexão de projetos preparados para execução; o resultado dependerá do atendimento aos requisitos e da avaliação de cada empreendimento.