Paranaguá amplia embarques de frango em 18,7% e reforça papel da cadeia fria na exportação

Porto movimentou 1,87 milhão de toneladas de janeiro a setembro; dados divulgados em 20 de outubro evidenciam a importância da armazenagem e dos contêineres refrigerados.
O Porto de Paranaguá embarcou 1,87 milhão de toneladas de carne de frango entre janeiro e setembro de 2026, alta de 18,7% sobre o mesmo intervalo de 2025. O balanço divulgado pela Portos do Paraná em 20 de outubro situa o terminal em 47% das exportações brasileiras do produto por via marítima.
Operação e infraestrutura
A autoridade portuária relaciona o desempenho à demanda internacional e à infraestrutura de armazenagem e de contêineres frigorificados. Os números apresentados têm como referência o Comex Stat e o Centro de Estatísticas da empresa pública. Trata-se de resultado operacional acumulado, e não de anúncio de uma obra nova.
Paranaguá respondeu por 65,1% do aumento nacional dos embarques de frango congelado: 294 mil toneladas adicionais, de um avanço brasileiro de 451,9 mil toneladas. Esse percentual mede a contribuição ao crescimento, enquanto os 47% expressam a participação no volume marítimo exportado.
Cadeia fria integrada
Para a infraestrutura, o resultado destaca uma cadeia que precisa funcionar sem interrupções entre indústria, armazenagem, transporte terrestre e navio. A carga refrigerada exige coordenação de janelas, disponibilidade de equipamentos e conservação da temperatura. Ganhos de volume precisam ser acompanhados pela capacidade de atendimento de cada elo.
O balanço não permite atribuir toda a expansão a investimentos portuários nem calcular, isoladamente, ganho de produtividade ou redução de custo. Demanda externa, oferta do produto e condições comerciais também entram no resultado. A atribuição apresentada pela administração é parte da explicação institucional, não uma decomposição estatística desses fatores.
O que acompanhar
Os próximos dados mensais permitirão avaliar a continuidade dos embarques. Para exportadores e operadores, importa acompanhar utilização dos terminais, tempo de permanência e regularidade das conexões terrestres. Volume maior pode ampliar oportunidades logísticas; seu efeito sobre fretes e preços depende das condições de contratação e da capacidade disponível.
