ONS prevê alta de 12,7% na carga elétrica do Nordeste em novembro

A projeção é de alta de 7,2% no sistema nacional. A água que chega às hidrelétricas deve superar a média no Sul e ficar abaixo dela no Norte e Nordeste.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) projeta que a carga do Nordeste cresça 12,7% em novembro ante o mesmo mês de 2025, a maior alta entre os quatro subsistemas. O informe para a semana operativa de 7 a 13 de novembro prevê aumento de 7,2% no Sistema Interligado Nacional, para cerca de 88 mil megawatts médios.
Onde a carga cresce
A previsão regional é de 15.869 megawatts médios no Nordeste. O Sudeste/Centro-Oeste concentra a maior carga, 48.027 megawatts médios, com crescimento de 6,6%. Norte e Sul têm altas estimadas de 8,5% e 2,8%, respectivamente. A previsão do ONS incorpora a micro e minigeração distribuída.
Afluências devem ficar acima da média em duas regiões
A hidrologia segue uma distribuição bem diferente. A Energia Natural Afluente, que expressa o potencial de geração associado à água que chega às usinas, deve atingir 247% da média de longo termo no Sul e 138% no Sudeste/Centro-Oeste. Para o Nordeste e o Norte, as estimativas são de 60% e 51% da média, respectivamente.
Armazenamento pode chegar a 92,9% no Sul
A diferença aparece nas projeções para os reservatórios no fim de novembro. O ONS estima armazenamento de 92,9% da capacidade no Sul, 58,3% no Sudeste/Centro-Oeste, 56,7% no Nordeste e 47,5% no Norte. Esses percentuais ajudam a avaliar quanto espaço cada subsistema terá para responder a mudanças de chuva e carga.
Referência de custo é maior no Norte
Na semana operativa, o Custo Marginal de Operação médio indicado é de R$ 289,25 por megawatt-hora no Norte, R$ 22,23 no Sudeste/Centro-Oeste e no Nordeste e R$ 4,25 no Sul. Essa referência representa o custo incremental estimado para o atendimento à carga na programação. A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica calcula separadamente os preços horários do mercado de curto prazo.
Para geradores e grandes consumidores, a questão da próxima revisão é se as chuvas confirmam o cenário e como o sistema consegue transferir energia entre regiões. Limites de transmissão, disponibilidade de usinas e desvios na carga podem mudar a operação ao longo da semana.
