ONS reduz custo marginal da operação para R$ 42,43/MWh em três subsistemas

CMO semanal cai 56,7% no Sudeste/Centro-Oeste, Sul e Nordeste e 75,3% no Norte; afluências previstas divergem entre os subsistemas.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) reduziu a referência média semanal do Custo Marginal de Operação (CMO) para R$ 42,43 por megawatt-hora no Sudeste/Centro-Oeste, no Sul e no Nordeste, na semana de 26 de setembro a 2 de outubro. O valor anterior era de R$ 97,89/MWh, o que representa queda de 56,7%.
Norte mantém custo operativo mais alto
No Norte, o CMO permanece mais elevado, mas recuou de R$ 1.866,74/MWh para R$ 461,46/MWh, redução de 75,3%. Por patamar de carga, o relatório indica R$ 581,48/MWh nos períodos de carga pesada e média e R$ 289,25/MWh no patamar leve para esse subsistema.
CMO não é tarifa nem preço horário
O CMO expressa o custo estimado para atender uma unidade adicional de demanda nas condições operativas consideradas. Ele orienta o planejamento da operação, mas não deve ser confundido com o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), calculado em base horária, nem interpretado como redução automática e imediata da tarifa paga pelo consumidor.
Afluências superam a média no Sul e no Sudeste
A queda ocorre em um cenário hidrológico desigual. Para a primeira semana operativa de outubro, o ONS projeta Energia Natural Afluente (ENA) equivalente a 121% da média de longo termo no Sudeste/Centro-Oeste e 215% no Sul. No Nordeste, a previsão é de 72% da média; no Norte, de 42%.
No horizonte mensal, as projeções seguem acima da média no Sudeste/Centro-Oeste, com 105%, e no Sul, com 193%. Nordeste e Norte permanecem abaixo da média histórica, com 61% e 43%, respectivamente. A diferença ajuda a explicar por que o custo operativo do Norte continua muito superior ao dos outros três subsistemas.
Reservatórios partem de níveis diferentes
Os armazenamentos informados para o início da semana eram de 57,4% da capacidade máxima no Sudeste/Centro-Oeste, 82,9% no Sul, 69,6% no Nordeste e 74,3% no Norte. Para o encerramento de outubro, o PMO projeta 55,6%, 91,5%, 63,4% e 66,1%, nessa ordem.
Carga do SIN deve crescer 3,6% em outubro
A carga do Sistema Interligado Nacional (SIN) deve ficar relativamente estável na semana, em 84.081 MW médios, alta de 0,1% em relação à anterior. Para outubro, o ONS prevê 85.274 MW médios, crescimento de 3,6% sobre o mesmo mês de 2025, com avanço mais forte no Norte e no Nordeste.
Chuvas e intercâmbios definirão os próximos ajustes
Para empresas expostas ao mercado de curto prazo, geradores e grandes consumidores, o sinal relevante é a combinação de custos menores na maior parte do sistema com persistência de diferenças regionais. Os próximos ajustes dependerão da chuva efetivamente observada, da evolução dos reservatórios, dos limites de intercâmbio e da demanda.
