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Temporal deixa quase 500 mil unidades sem energia no pico no Paraná

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Ilustração editorial de centro de operação de distribuição elétrica durante tempestade severa
Centro de operação, rede e tempestade fictícios produzidos com inteligência artificial. A imagem não representa instalação da Copel. Crédito: LAWINFRA/IA.

Copel classificou o episódio como a maior contingência climática de 2026; 424 mil unidades ainda aguardavam religamento às 17h30 de sábado.

As tempestades que atravessaram o Paraná no sábado, 7 de novembro, provocaram o maior evento climático de 2026 para a rede de distribuição da Copel em abrangência. O pico chegou a 493,1 mil unidades consumidoras sem energia em todas as regiões do Estado no fim da tarde.

Quatro regiões concentravam a maior parte das interrupções

Às 17h30, 424 mil unidades ainda aguardavam o restabelecimento. A Região Leste, que inclui Curitiba, Região Metropolitana e Litoral, concentrava 94,8 mil desligamentos; Centro-Sul tinha 92,6 mil, Norte 92,2 mil e Noroeste 80,9 mil. Oeste e Sudoeste registravam 8,5 mil cada.

Pico superou a contingência de outubro

A contingência superou o maior pico anterior do ano, de 325 mil unidades consumidoras em 4 de outubro. A distribuidora associou a sequência de eventos ao El Niño e informou que equipes estavam mobilizadas em todas as regiões, com plano de trabalho ativo para o religamento.

Boletim ainda não é balanço final

Os dados divulgados não formam um balanço final. O deslocamento do sistema severo para o Norte e o Noroeste ainda podia elevar as interrupções, e o boletim não fixou prazo único para concluir os reparos. A posição da manhã de domingo depende de atualização posterior da companhia.

Resposta exige segurança e comunicação

Além da duração das interrupções, o episódio testa capacidade de contingência, comunicação com consumidores e recomposição segura da rede. A Copel orientou a população a manter distância de cabos e estruturas danificadas e a comunicar emergências pelos canais oficiais.

Normalização e danos ainda serão medidos

Os próximos marcos são a evolução do número de unidades religadas, a identificação dos danos físicos, o tempo de normalização por região e eventual avaliação regulatória de continuidade e qualidade. O episódio também reforça a necessidade de investimentos em resiliência da distribuição diante de eventos extremos mais abrangentes.