Contrato solar de 15 anos cobrirá 15% do consumo da Motiva em 13 concessões

Energia do Complexo Novo Oriente abastecerá 154 unidades de rodovias, metrôs, trens e VLT a partir de 2027. Conclusão ainda depende de condições como aprovação do Cade.
A Motiva contratou por 15 anos energia solar para abastecer 154 unidades consumidoras de 13 concessões de rodovias e mobilidade urbana. O volume, de aproximadamente 9,3 megawatts médios, deverá cobrir cerca de 15% do consumo anual consolidado do grupo.
Fornecimento alcança rodovias, metrôs, trens e VLT
O fornecimento está previsto para começar no início de 2027. Serão atendidos o VLT Carioca; as linhas 4-Amarela e 5-Lilás do metrô de São Paulo; as linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda dos trens metropolitanos; e ativos rodoviários operados pela AutoBAn, ViaRio, Motiva Paraná, Pantanal, RodoAnel, ViaSul, RioSP, ViaCosteira e ViaLagos.
Complexo solar opera em Ilha Solteira
A energia virá do Complexo Solar Novo Oriente, em Ilha Solteira, no interior de São Paulo. O complexo da EDP tem 254 megawatts de capacidade instalada e mais de 558 mil módulos fotovoltaicos. A sociedade de propósito específico diretamente vinculada à operação, a Central Solar Novo Oriente VI, tem 33,7 megawatts e já está em operação comercial.
Contrato adota autoprodução por arrendamento
O contrato usa o modelo de autoprodução por arrendamento via consórcio. Nessa estrutura, as controladas da Motiva participam do empreendimento e recebem a energia associada à geração contratada, em vez de apenas comprar eletricidade de um comercializador no mercado livre.
Para as concessões, o efeito prático é ampliar a previsibilidade do custo de energia por um período longo e vincular parte do consumo a uma fonte renovável. O acordo inclui certificados internacionais de energia renovável, os I-RECs, e as empresas estimam evitar aproximadamente 3,8 mil toneladas de dióxido de carbono por ano.
Economia divulgada abrange estratégia mais ampla
A EDP afirmou que o acordo contribuirá para a estratégia da Motiva de reduzir em 25% a conta de energia em relação a 2023. Esse percentual se refere à estratégia mais ampla da companhia, que também combina geração distribuída e compras no mercado livre; os comunicados não isolam a economia produzida somente por este contrato nem informam seu valor financeiro.
Operação ainda depende do Cade
A assinatura não encerra a operação. A implementação depende do cumprimento de condições precedentes usuais, incluindo aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica. Até essa etapa e o início do suprimento, as empresas ainda precisam concluir os atos societários, regulatórios e operacionais previstos nos instrumentos.
Execução começa a ser medida em 2027
O acordo conecta duas infraestruturas de longo prazo: geração de energia e concessões de transporte. Os próximos marcos são a análise concorrencial, a conclusão da operação e a entrada efetiva do fornecimento em 2027, quando será possível verificar o volume entregue e o efeito sobre custos e emissões.
