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Motiva investe R$ 2,3 bilhões no trimestre e eleva Ebitda ajustado em 13,4%

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Ilustração conceitual de rodovias, trilhos urbanos e obras de mobilidade em uma metrópole brasileira
Mobilidade rodoviária e sobre trilhos em ilustração editorial exclusiva criada por inteligência artificial; a cena não retrata ativo específico da Motiva. Crédito: LAWINFRA/IA.

Receita líquida ajustada chegou a R$ 3,81 bilhões e lucro ajustado a R$ 750 milhões. Venda da plataforma de aeroportos reduziu a alavancagem para 3,2 vezes.

A Motiva registrou receita líquida ajustada de R$ 3,806 bilhões no terceiro trimestre de 2026, crescimento de 13,6% em relação ao mesmo período de 2025. O Ebitda ajustado avançou 13,4%, para R$ 2,521 bilhões, enquanto o lucro líquido ajustado chegou a R$ 750 milhões, alta anual de 9,8%.

Venda de aeroportos muda o perímetro

Os números ajustados divulgados pela companhia desconsideram a plataforma de aeroportos, cuja venda foi concluída em setembro. A operação teve valor de empresa de R$ 12,2 bilhões e valor final aproximado de R$ 5,2 bilhões para a participação alienada. Parte dos recursos foi usada para resgatar antecipadamente R$ 3,7 bilhões em debêntures.

A simplificação do portfólio e a redução da dívida levaram a relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado dos últimos 12 meses a 3,2 vezes, ante 3,6 vezes no terceiro trimestre de 2025. O indicador melhora a capacidade financeira do grupo, mas a execução das novas concessões mantém elevada a necessidade de capital.

Capex chega a R$ 2,3 bilhões

Os investimentos e a manutenção somaram R$ 2,275 bilhões no trimestre, avanço de 2,9%. O release destaca intervenções nas concessões RioSP, Pantanal, SPVias e Sorocabana, além de obras e modernizações na operação de trilhos. O capex sustenta compromissos contratuais de ampliação de capacidade e melhoria de serviço.

Rodovias sustentam crescimento

Na plataforma de rodovias, o Ebitda ajustado aumentou 13,1%, para R$ 2,262 bilhões. O tráfego comparável cresceu 1,6%, enquanto a receita de pedágio foi favorecida por reajustes tarifários, novos ativos e maior circulação. A comparação consolidada de veículos equivalentes também incorpora mudanças de perímetro.

Em trilhos, o Ebitda ajustado ficou praticamente estável, em R$ 593 milhões, com variação positiva de 0,3%. A companhia opera sistemas de mobilidade urbana sujeitos a contratos, metas de disponibilidade, integração tarifária e investimentos públicos e privados coordenados.

Recarga de ônibus abre nova frente

A Motiva informou ainda a entrada em serviços de mobilidade elétrica por meio de seu primeiro contrato de recarga de ônibus elétricos na cidade de São Paulo. O novo negócio amplia a atuação para infraestrutura energética associada ao transporte, mas o release não detalha valor, prazo ou escala do contrato.

Execução das concessões entra no radar

Para os próximos trimestres, os principais pontos de acompanhamento são a execução do capex das novas concessões, o ritmo do tráfego, a estabilidade operacional dos trilhos e a destinação do capital liberado pela venda dos aeroportos. A videoconferência de resultados está marcada para 29 de outubro.