Irani amplia produção após reforma da MP5 e avança no projeto de expansão em Minas

Produção de papéis para embalagens cresce 5,4% no terceiro trimestre; capex soma R$ 40,6 milhões e companhia mantém frentes do Gaia XII em Santa Luzia.
A Irani produziu 85.175 toneladas de papéis para embalagens sustentáveis no terceiro trimestre, alta de 5,4% sobre o mesmo período de 2025. A companhia atribuiu parte do crescimento ao aumento gradual da produção após a reforma da Máquina de Papel 5, executada no Projeto Gaia XI.
MP5 entra em fase de estabilização
O marco operacional mostra a passagem de uma intervenção física para a etapa de estabilização da capacidade. Ainda há frentes do Gaia XI em execução, segundo o release, e o ganho trimestral não permite concluir que todo o potencial do projeto já tenha sido capturado.
Capex chega a R$ 146,2 milhões no ano
Os investimentos somaram R$ 40,6 milhões no trimestre e R$ 146,2 milhões nos nove primeiros meses de 2026. O valor inclui manutenção, modernização e projetos, não apenas uma única máquina.
Gaia XII combina máquina, caldeira e revitalização
No Gaia XII, a empresa informou ter consolidado definições técnicas e frentes de execução para ampliar a produção de papel na unidade de Santa Luzia, em Minas Gerais. O projeto anunciado em maio contempla reforma da MP7, nova caldeira de força e revitalização da fábrica.
Expansão depende de infraestrutura integrada
Máquina, geração de vapor, energia, tratamento de água, efluentes, armazenagem e logística precisam operar de forma integrada para transformar a expansão nominal em produção vendável. Por isso, a execução deve ser acompanhada por marcos físicos e por desempenho depois da partida.
A companhia registrou receita líquida de R$ 456,6 milhões e Ebitda ajustado de R$ 152 milhões. Os indicadores financeiros contextualizam a capacidade de investimento, mas não substituem a verificação de cronograma, licenças, contratação e entrada em operação do Gaia XII.
Capacidade entregue será o próximo teste
Os próximos pontos de controle são a estabilização da MP5, o detalhamento do cronograma da MP7 e da nova caldeira, os desembolsos e a capacidade adicional efetivamente entregue em Santa Luzia.
