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Paraná estende consulta de concessão do Complexo Náutico de Guaratuba até 30 de outubro

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Ilustração editorial aérea de marina, área pública costeira e ponte sobre a Baía de Guaratuba
O projeto combina marina, áreas de livre circulação e serviços na margem sul da baía. Ilustração conceitual original: LAWINFRA/IA; a cena não reproduz o desenho executivo.

Projeto de R$ 110 milhões prevê marina, áreas públicas e serviços na área liberada pelo ferry-boat. Sondagem de mercado ocorrerá de 19 a 23 de outubro; licitação é projetada para 2027.

O Governo do Paraná prorrogou até as 17h de 30 de outubro a consulta pública sobre a concessão de uso do Complexo Náutico de Guaratuba. O marco, anunciado na quarta-feira (14 de outubro), reabre a participação social sobre as minutas e os estudos de um projeto estimado em R$ 110 milhões na área hoje vinculada ao ferry-boat e ao canteiro da nova ponte.

Concessão sem aporte estadual previsto

A proposta prevê uma concessão de 30 anos. O Estado cederia o terreno e não faria aporte financeiro adicional, enquanto o parceiro privado ficaria responsável pela construção, operação e manutenção. A modelagem indica outorga fixa mínima de R$ 1,4 milhão, acrescida de parcela variável equivalente a 0,5% das receitas da operação.

Esses parâmetros ainda são de consulta. A seleção pretendida é por concorrência, mas o edital definitivo dependerá da consolidação das contribuições, da audiência pública, da análise da Procuradoria-Geral do Estado, da ratificação do governador e do controle do Tribunal de Contas do Paraná. Não há, portanto, concessionária escolhida nem obrigação contratual de investimento neste estágio.

Marina e espaço público após o ferry-boat

O complexo foi desenhado para ocupar a margem sul da Baía de Guaratuba depois da conclusão da ponte e da desativação da travessia por ferry-boat. Os documentos preveem cerca de 11 mil metros quadrados de área construída, 303 vagas molhadas para embarcações e 400 vagas secas.

Também estão previstas ciclovia, estacionamento, rampa pública, escola náutica, restaurantes, comércio e áreas de livre circulação, além de espaços para Marinha, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, orientação turística e o centro de controle operacional da ponte. A convivência entre exploração econômica e acesso público deverá ser detalhada no contrato e nos indicadores de desempenho.

Segundo a estimativa divulgada pelo Estado, a implantação pode gerar 1.425 empregos diretos e indiretos e massa salarial de R$ 100 milhões. Na operação, a projeção é de 695 postos e R$ 25 milhões em massa salarial. São estimativas da modelagem, não resultados garantidos, e dependem do projeto executivo, da demanda e do ritmo de obras.

O que muda para moradores e usuários

Para usuários e moradores, os efeitos não se resumem ao turismo. A transição reorganiza uma área pública hoje dedicada à travessia, altera circulação e usos na orla e cria receitas de outorga para o Estado. A consulta deve esclarecer acessos gratuitos, interferências durante a implantação, proteção ambiental, padrões de serviço e compatibilidade com a operação da ponte.

Sondagem, audiência e controle ainda vêm antes do edital

O cronograma prevê sondagem de mercado entre 19 e 23 de outubro e audiência pública na primeira quinzena de novembro, ainda sem data e local definidos. A expectativa estadual é licitar no primeiro semestre de 2027. Cada uma dessas etapas pode modificar a minuta; por isso, a prorrogação é um novo marco do projeto, mas não antecipa o resultado da futura concorrência.