Goiás busca R$ 7,5 milhões para eficiência energética em prédios públicos

Propostas à chamada da Equatorial têm prazo informado até 9 de novembro. Seleção integra programa estadual que combina modernização de instalações, mercado livre e geração distribuída.
Goiás prepara propostas para buscar R$ 7,5 milhões em recursos não reembolsáveis na Chamada Pública de Eficiência Energética do Grupo Equatorial de 2026. Segundo a Secretaria-Geral de Governo, 12 secretarias convocaram empresas credenciadas para apoiar a elaboração dos projetos. O prazo informado pelo Estado para submissão é 9 de novembro.
A plataforma da Equatorial identifica uma nova versão do edital de Goiás, datada de 16 de outubro. Antes do envio, os interessados precisam conferir essa versão, seus anexos e o cronograma: requisitos de elegibilidade, documentação e critérios técnicos determinam quais propostas podem disputar os recursos.
Financiamento e economia têm bases diferentes
O anúncio estadual reúne três números de naturezas diferentes: R$ 7,5 milhões são a expectativa de captação nesta seleção; R$ 100 milhões são a economia projetada para o conjunto do programa em cinco anos; e R$ 60 milhões são a parcela de economia estimada para a migração ao mercado livre. Esses valores descrevem financiamento e redução de despesas em horizontes distintos. Somá-los produziria um total sem significado econômico.
Na rodada anterior, o Estado informa ter captado R$ 6,1 milhões para três projetos. As intervenções continuam em execução e têm economia prevista de R$ 1,3 milhão por ano. Os resultados preliminares da seleção de 2026 estão previstos para 18 de dezembro, e os definitivos, para 22 de janeiro de 2027.
Uma coordenação para diferentes instrumentos
O Programa de Eficiência Energética estadual foi instituído pelo Decreto 10.417/2024. A norma define eficiência como uso mais racional da eletricidade, ou redução do consumo com manutenção da qualidade. Entre seus eixos estão a migração ao mercado livre, o ajuste da demanda contratada, a compensação com geração distribuída e a participação nas chamadas das concessionárias.
A arquitetura administrativa também está definida: a Secretaria-Geral de Governo coordena o programa, apoia os órgãos e monitora as unidades consumidoras. A adesão ocorre por termo de cooperação técnica. Cada órgão continua responsável pela gestão e pelo pagamento de suas faturas e pelo fornecimento das informações necessárias à coordenação.
Como acompanhar o benefício ao contribuinte
Para o gestor público, há uma diferença prática entre consumir menos e contratar energia em condições mais vantajosas. A troca de equipamentos procura reduzir o consumo necessário ao serviço. A contratação livre negocia o fornecimento. São decisões que exigem avaliação própria de custos, obrigações, desempenho e acompanhamento das contas.
Na leitura do LAWINFRA, o resultado deve ser acompanhado por uma trilha verificável: proposta apresentada, seleção, contratação, execução e medição da economia. Para avaliar o benefício ao contribuinte, o parâmetro útil é a despesa efetivamente evitada, descontados os custos da solução, com preservação da qualidade do serviço. A comparação precisa considerar mudanças de ocupação, horário e uso dos prédios.
O próximo marco é o encerramento das propostas em novembro. Órgãos interessados devem organizar suas informações de consumo, conferir o edital estadual vigente e identificar as responsabilidades pela implementação e pelo acompanhamento posterior.
Equatorial — editais por estado e cronograma da CPP 001/2026 →
