Fundo da Marinha Mercante dá prioridade a R$ 8,3 bilhões para 26 projetos

Decisão abrange projetos navais e portuários em nove estados. Aprovação permite análise pelos agentes financeiros, mas não assegura contratação nem desembolso.
O Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM) aprovou prioridade para R$ 8,3 bilhões em financiamentos destinados a 26 projetos navais e portuários. A deliberação ocorreu em 8 de outubro, durante a 64ª reunião do colegiado, e foi divulgada pelo Ministério de Portos e Aeroportos na sexta-feira, 9.
As propostas estão distribuídas por nove estados e indicam potencial de 6.530 empregos diretos. Os números descrevem a carteira apresentada ao conselho; não significam que os recursos já tenham sido contratados ou desembolsados.
Prioridade abre a análise financeira
A prioridade concedida pelo CDFMM habilita os projetos a seguir para análise dos agentes financeiros. Cada operação ainda depende da avaliação de crédito, das condições aplicáveis ao projeto e do atendimento às exigências para contratação.
Infraestrutura portuária concentra R$ 4,28 bilhões
Três projetos de infraestrutura portuária concentram R$ 4,28 bilhões. O maior valor, de R$ 1,9 bilhão, foi atribuído ao Terminal Mar Azul, na Baía da Babitonga, em São Francisco do Sul (SC), destinado à movimentação de produtos siderúrgicos e fertilizantes.
A carteira também inclui R$ 1,26 bilhão para o projeto da concessionária do canal de acesso ao Porto de Paranaguá (PR) e R$ 1,12 bilhão para o terminal da Hanseatic Global Terminals em Aracruz (ES), voltado a contêineres e carga geral.
Navegação interior também integra a carteira
Na navegação interior, o conselho deu prioridade a R$ 383,1 milhões para a construção de cinco embarcações destinadas ao transporte de celulose e madeira na Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul. O conjunto de propostas alcança ainda Amazonas, Pará, Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo.
Contratação ainda depende de etapas adicionais
Para investidores e fornecedores, a decisão sinaliza uma carteira relevante de demanda para estaleiros, equipamentos, obras portuárias e serviços de engenharia. A materialização dessa demanda, porém, dependerá da análise financeira, da estrutura de garantias, do licenciamento e dos cronogramas de cada empreendimento.
O ministério informou que as aprovações do FMM em 2026 somavam R$ 38,9 bilhões até setembro. Esse valor registra prioridades aprovadas e não deve ser tratado como desembolso realizado no período.
Próximos marcos
A 65ª reunião ordinária do conselho está prevista para 10 de dezembro. Novos projetos que pretendam entrar nessa pauta devem ser apresentados até 12 de outubro, segundo o comunicado oficial. Para os 26 projetos agora priorizados, os próximos marcos verificáveis serão a seleção dos agentes financeiros, a eventual contratação e o início efetivo das obras ou encomendas.
