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DP World recebe oito guindastes elétricos e amplia capacidade em Santos

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Ilustração editorial de terminal de contêineres com portêineres e guindastes elétricos de pátio
Ilustração editorial conceitual produzida com inteligência artificial; não representa equipamentos ou operação específicos da DP World. Crédito: LAWINFRA/IA.

Dois portêineres e seis guindastes de pátio integram expansão de R$ 1,6 bilhão. Capacidade anual deverá chegar a 1,7 milhão de TEUs em 2026.

A DP World informou nesta sexta-feira, 9 de outubro, que recebeu oito novos guindastes elétricos para o terminal de contêineres no Porto de Santos. O lote reúne dois portêineres, usados na transferência de cargas entre navios e cais, e seis guindastes de pátio do tipo RTG.

Capacidade deve chegar a 1,7 milhão de TEUs

Os equipamentos fazem parte do programa de expansão de R$ 1,6 bilhão anunciado pela companhia. Com o uso otimizado da infraestrutura já licenciada, a empresa projeta elevar a capacidade anual do terminal para 1,7 milhão de TEUs — unidade equivalente a um contêiner de 20 pés — até o fim de 2026. Uma etapa posterior pretende alcançar 2,1 milhões de TEUs.

Primeiro lote não encerra o programa

O plano prevê, ao todo, quatro novos portêineres e 15 RTGs. A segunda entrega, com outros dois portêineres e nove RTGs, é esperada para o início de 2027. A chegada do primeiro lote é um marco de implantação do investimento; não equivale à conclusão de todo o programa.

Cada novo portêiner tem 56 metros de altura e alcance de 72 metros, sete metros além dos modelos que já operam no terminal. Segundo a empresa, os equipamentos podem movimentar simultaneamente dois contêineres de 20 pés, característica destinada a reduzir o tempo de atendimento dos navios.

Eletrificação tem meta ambiental projetada

Os seis RTGs são integralmente elétricos e suportam cargas de até 41 toneladas. A DP World estima que, quando os 15 novos equipamentos estiverem em operação, a substituição de unidades movidas a diesel evitará cerca de 4.250 toneladas de dióxido de carbono por ano. Trata-se de projeção corporativa comparativa, não de redução já verificada para o conjunto ainda incompleto.

A companhia já eletrificou 22 RTGs existentes e adicionou ao terminal 15 veículos internos elétricos e três empilhadeiras elétricas em 2026. Entre janeiro e abril, o consumo de diesel teria caído 29,2% em relação à média de 2024, segundo dados divulgados pela própria operadora.

Ganho portuário depende da operação integrada

Para a logística brasileira, o efeito a acompanhar é a combinação entre capacidade física, produtividade do cais e acesso terrestre. Mais equipamentos podem reduzir gargalos dentro do terminal, mas a realização do ganho projetado depende da entrada em operação, da demanda de cargas e da coordenação com rodovias, ferrovias e demais instalações do porto.

Comissionamento e segundo lote são os próximos marcos

Os próximos marcos são o comissionamento do primeiro lote, a entrega prevista para 2027 e a confirmação dos volumes efetivamente movimentados. A meta de 2,1 milhões de TEUs permanece como etapa futura do programa de expansão.