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Ferrovias autorizadas: ANTT abre revisão das regras de acompanhamento dos projetos

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Ilustração conceitual de trilhos em implantação em uma paisagem rural brasileira
Imagem conceitual gerada por inteligência artificial; não representa uma ferrovia ou obra específica. Crédito: LAWINFRA/IA.

Tomada de Subsídios 6/2026 receberá contribuições de 21 de outubro a 19 de novembro. Debate alcança informações sobre licenciamento, áreas e avanço das obras.

A ANTT abriu uma tomada de subsídios para revisar a forma como acompanha a implantação de ferrovias federais autorizadas. O aviso da iniciativa nº 6/2026 foi divulgado em 19 de outubro e dirige a coleta de dados, evidências e contribuições técnicas a autorizatárias, órgãos públicos, agentes do setor e demais interessados.

O período de participação começa às 9h de 21 de outubro e termina às 18h de 19 de novembro, conforme o calendário oficial do ParticipANTT. O foco é o processo hoje disciplinado pela Portaria SUFER nº 6, de 2 de junho de 2023. Trata-se da preparação de uma revisão, com espaço para avaliar a experiência de aplicação dos procedimentos existentes.

Como funciona o acompanhamento atual

A portaria alcança contratos de adesão celebrados sob a Medida Provisória nº 1.065/2021 ou a Lei nº 14.273/2021. Ela exige informações periódicas sobre a construção ou ampliação das linhas e exclui de seu campo as autorizações decorrentes do chamamento previsto na Seção III do Capítulo V da Lei das Ferrovias.

Antes do início das obras, as empresas informam a evolução do licenciamento ambiental, das desapropriações e da aquisição de áreas, incluindo os efeitos sobre o cronograma. Os relatórios são semestrais, entregues em até 15 dias após o período de referência. Com obras iniciadas, entram o avanço físico e as condições para a futura operação; a periodicidade passa a quadrimestral, com prazo de dez dias.

A regra também organiza a análise pela agência: primeiro, a adequação formal dos formulários; depois, a compatibilidade das informações com o contrato de adesão e a regulamentação. O envio ocorre pelo SEI, em arquivo compatível com Excel e sem restrições de acesso. A fiscalização continua mesmo depois da análise documental.

Do projeto autorizado à obra implantada

Essa divisão por estágio torna o debate relevante para além do preenchimento de planilhas. Licenciamento, disponibilidade de terrenos e execução física são marcos distintos: um projeto pode ter autorização e ainda enfrentar obstáculos para chegar ao canteiro. Informações comparáveis ajudam a diferenciar essas situações e a identificar quais fatores estão alterando o cronograma.

Para as autorizatárias, a oportunidade é demonstrar, com exemplos de aplicação, quais campos, prazos e rotinas funcionam e onde há duplicidade ou informação pouco útil. Para usuários e potenciais financiadores, interessa a capacidade do acompanhamento de mostrar a passagem do projeto autorizado à infraestrutura efetivamente implantada.

Participação vai até 19 de novembro

As contribuições devem ser apresentadas no evento Tomada de Subsídios 6/2026, acessível pela página pública do ParticipANTT. Os próximos passos a acompanhar são a consolidação das manifestações e a proposta de alteração dos procedimentos. O resultado do processo poderá mudar a rotina de prestação de informações, hoje vinculada aos estágios de implantação de cada ferrovia.