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Modelo de operação e preços da energia abre código e passa por validação para 2028

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Ilustração conceitual de sistema elétrico e camadas de simulação computacional
Ilustração editorial conceitual produzida com inteligência artificial; não representa instalações ou resultados de simulações reais. Crédito: LAWINFRA/IA.

A substituição de NEWAVE e DECOMP depende de validação e aprovação. Código público permite avaliações independentes da implementação.

Um novo modelo de operação e preços de energia está aberto à avaliação do mercado. Em comunicado de 15 de outubro, EPE, CCEE e ONS informaram a titularidade conjunta da ferramenta, cujo código foi disponibilizado em 8 de outubro.

A substituição de NEWAVE e DECOMP está prevista para janeiro de 2028, condicionada a testes e aprovação. A validação pode deslocar a adoção para 2029.

A transição passa por testes comparativos

As três instituições são a Empresa de Pesquisa Energética, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica e o Operador Nacional do Sistema Elétrico. Modelos dessa natureza organizam dados, restrições e hipóteses para comparar formas de atender à demanda e utilizar os recursos do sistema.

O código está em repositório público no GitHub, sob licença Apache 2.0. Sua documentação apresenta um sistema de otimização do despacho hidrotérmico, com interfaces de linha de comando e para Python. Agentes e pesquisadores podem examinar a implementação e desenvolver avaliações próprias. A abertura torna o funcionamento do software acessível ao escrutínio técnico; a incorporação de contribuições segue a governança do projeto.

Software e regras de governança avançam em frentes distintas

Há duas frentes relacionadas: o desenvolvimento da ferramenta e a organização das regras para mudar os modelos. O MME abriu consulta sobre essa governança, já noticiada pelo LAWINFRA. Uma proposta em consulta ainda depende do processo decisório correspondente; ela não substitui a validação dos resultados do software.

Para geradores, comercializadores e grandes consumidores, importa verificar como hipóteses e restrições alteram o despacho e os preços usados em análises de risco e contratação. Uma ferramenta mais aberta facilita investigar diferenças, mas a qualidade da decisão continua dependendo dos dados, da representação do sistema e da avaliação das soluções.

Como a mudança pode chegar ao consumidor

Para o consumidor final, a eventual mudança pode repercutir pelos custos de compra e operação da energia. O efeito sobre cada contrato ou tarifa depende das regras aplicáveis e dos mecanismos de repasse. A abertura do código, isoladamente, não determina aumento ou redução da conta de luz.

Na avaliação do LAWINFRA, a etapa decisiva será demonstrar resultados reproduzíveis em cenários exigentes, documentar suas diferenças em relação aos modelos atuais e explicar as escolhas de calibração. Esse conjunto permite distinguir ganho de desempenho computacional de uma mudança na forma de distribuir riscos e custos no setor.