Ecovias das Gerais inicia operação em 735 km das BR-116 e BR-251

Concessionária assume atendimento, conservação e monitoramento em 26 municípios de Minas Gerais. Contrato de 30 anos prevê R$ 13,1 bilhões entre obras e operação.
A Ecovias das Gerais começa nesta terça-feira, 3 de novembro, a operação de 734,9 quilômetros das BR-116 e BR-251 em Minas Gerais. A concessionária assume atendimento aos usuários, conservação, inspeção e monitoramento em um corredor que atravessa 26 municípios e conecta o leste e o norte mineiros a rotas de longa distância.
Atendimento 24 horas mobiliza 50 veículos
A estrutura inicial funcionará 24 horas por dia. A empresa informa ter mobilizado 14 ambulâncias, 11 guinchos, 17 veículos de inspeção, quatro caminhões-pipa e quatro veículos para apreensão de animais, além de centro de controle operacional. O início dessa etapa transfere a responsabilidade cotidiana pelos trechos, mas não significa que todas as obras previstas já estejam disponíveis.
Contrato prevê R$ 13,1 bilhões em 30 anos
O contrato federal tem prazo de 30 anos e estimativa de R$ 13,1 bilhões: R$ 7,3 bilhões em obras e R$ 5,8 bilhões em operação e manutenção. O programa inclui 186 quilômetros de duplicações, 159 quilômetros de faixas adicionais, o contorno de Teófilo Otoni, 22 passarelas, 101 dispositivos de interseção e 11 quilômetros de vias marginais.
Plano de cem dias preparou a transição
Antes da operação, a concessionária executou um plano de cem dias com levantamentos de pavimento, sinalização, drenagem, pontes e taludes. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também acompanhou intervenções emergenciais iniciadas no período de transição. Esses serviços preparatórios não substituem as obrigações de ampliação distribuídas ao longo do contrato.
Operação começa antes da cobrança
A fase operacional começa com um período inicial de testes para os sistemas de atendimento e arrecadação. A concessionária indica 30 dias de avaliação, enquanto a cobrança somente poderá ocorrer depois da verificação das condições contratuais e da autorização da ANTT. Por isso, a abertura dos serviços em 3 de novembro não autoriza concluir que a tarifa será exigida na mesma data.
Free flow exige regras de pagamento e contestação
O projeto prevê pedágio eletrônico sem cancelas, conhecido como free flow. A implantação exigirá definição e divulgação dos pórticos, tarifas, formas de pagamento, descontos, tratamento de veículos sem cadastro, canais de contestação e medidas de proteção de dados. Esses elementos precisam estar operacionais antes da cobrança.
Serviço imediato não substitui expansão
Para os usuários, o primeiro efeito verificável é a disponibilidade de socorro médico e mecânico, inspeção e monitoramento sob responsabilidade da concessionária. A melhoria permanente da segurança e da fluidez dependerá do cumprimento dos indicadores de desempenho, da conservação efetiva e da entrega das duplicações e demais intervenções.
Risco passa da mobilização para a execução
Para o poder concedente e os financiadores, o começo da operação encerra a fase de mobilização e inaugura o risco de execução de longo prazo. Capital, licenciamento, projetos executivos, desapropriações e fiscalização regulatória serão determinantes para converter o volume anunciado de investimentos em capacidade rodoviária entregue.
Compare com o início operacional da Rota Mogiana →
Tarifa e cronograma de obras são os próximos marcos
Os próximos marcos são a conclusão dos testes, a autorização regulatória para eventual cobrança, a publicação das tarifas e localizações dos pórticos e o cronograma detalhado das obras prioritárias. A ANTT deverá acompanhar tanto a qualidade do atendimento imediato quanto o avanço físico das obrigações de expansão.
