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Obras da Dutra chegam a 70% em projeto de R$ 997 milhões

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Ilustração editorial de ampliação de rodovia metropolitana com novas pistas, viadutos, drenagem e passarela
Ilustração editorial produzida por inteligência artificial sobre a ampliação e modernização de uma rodovia concedida; a imagem não retrata um trecho específico da Dutra.

Ampliação no trecho fluminense da BR-116 inclui 35,24 km de vias marginais, 89,78 km de faixas adicionais e novo acesso a Queimados.

As obras de ampliação e modernização da Rodovia Presidente Dutra, a BR-116, no trecho fluminense, alcançaram 70% de execução física. O projeto conduzido pela concessionária Ecovias Rio-Minas soma R$ 997 milhões em investimentos, segundo atualização divulgada pelo Ministério dos Transportes em 23 de setembro.

O percentual mede o avanço informado pelo governo sobre o conjunto das intervenções e não significa que toda a infraestrutura já esteja disponível aos usuários. A conclusão depende das frentes remanescentes, de testes, de liberações operacionais e do cumprimento do cronograma contratual.

Intervenções alcançam oito municípios

As melhorias abrangem oito municípios da Região Metropolitana do Rio de Janeiro e concentram parte relevante das obras em Nova Iguaçu. A Dutra liga os dois maiores mercados consumidores do país e funciona como corredor de passageiros, cargas e acesso a polos industriais e logísticos.

O valor de R$ 997 milhões corresponde ao investimento previsto para as intervenções descritas pelo Ministério. O comunicado não detalha, porém, quanto já foi desembolsado, a data de conclusão de cada frente nem a distribuição financeira por município.

O escopo inclui 35,24 quilômetros de vias marginais e 89,78 quilômetros de faixas adicionais. A combinação procura separar parte do tráfego local dos deslocamentos de longa distância e aumentar a capacidade nos segmentos de maior pressão metropolitana.

Pistas, passarelas e acessos

Também estão previstas 20 passarelas para pedestres, 80 pontos de ônibus, 92 acessos e quatro alças de conexão. Um novo trevo deverá melhorar a entrada em Queimados, enquanto o Trevo das Margaridas receberá adequações para reorganizar movimentos viários.

O contrato ainda contempla contenções, drenagem e barreiras de segurança nas marginais. Esses componentes são menos visíveis do que novas pistas, mas condicionam a resistência da infraestrutura a chuvas, a estabilidade dos taludes e a redução de acidentes durante a operação.

A execução física de 70% é um marco relevante, mas não elimina os riscos de prazo e custo da etapa final. Interferências urbanas, remanejamento de redes, integração entre acessos e manutenção do tráfego durante as obras tendem a concentrar complexidade nos trechos restantes.

Execução física ainda não encerra o risco da obra

Para usuários e operadores logísticos, os efeitos dependerão de como as novas marginais, faixas adicionais e conexões serão abertas e integradas ao sistema existente. Ganhos de fluidez podem ser diferentes ao longo do corredor e exigirão acompanhamento de velocidade, acidentes e pontos de congestionamento.

Os próximos marcos são a conclusão das frentes pendentes, a entrega dos dispositivos e a verificação pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) das obrigações da concessão. Até lá, o avanço de 70% deve ser lido como indicador de obra em curso, e não como entrega definitiva do pacote de melhorias.