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Drax e Brookfield planejam data center que pode superar £ 20 bilhões no Reino Unido

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Ilustração editorial de complexo britânico com data centers, subestação e usina ao fundo
Integração entre energia e processamento de dados em ilustração editorial criada com inteligência artificial. A cena é conceitual e não reproduz o projeto anunciado para o complexo Drax. Crédito: LAWINFRA/IA.

Parceria com a Radiant mira mais de 1 GW de capacidade no complexo energético de North Yorkshire. Primeira fase, de até 100 MW, busca operação em 2028 e depende de licenças, cliente e decisão final de investimento.

Drax, Brookfield e Radiant anunciaram nesta terça-feira, 3 de novembro, uma parceria para desenvolver um data center de inteligência artificial no complexo da usina Drax, em North Yorkshire, no Reino Unido. A ambição é superar 1 gigawatt (GW) de capacidade, com investimento potencial estimado pela Brookfield em mais de £ 20 bilhões, incluindo chips semicondutores.

Primeira fase busca operação em 2028

A primeira fase mira até 100 megawatts (MW), com início comercial pretendido para o primeiro trimestre de 2028 e investimento potencial de £ 2,5 bilhões. O comunicado regulatório condiciona o avanço às aprovações de planejamento, de rede e dos órgãos competentes, à obtenção de um cliente adequado, aos acordos comerciais e à decisão final de investimento dos parceiros.

Acesso à rede é parte central do ativo

O projeto combina terreno industrial e infraestrutura elétrica existente com desenvolvimento e operação de capacidade computacional. A Drax informa que o complexo dispõe de aproximadamente 4 GW de acesso à rede e 2,6 GW de geração despachável, além de sistemas de resfriamento e proximidade da rede de fibra. Esses atributos do local são distintos da capacidade computacional que a parceria pretende instalar.

Conexão direta à usina depende de etapa posterior

A primeira fase deverá utilizar eletricidade recebida diretamente da rede. O fornecimento direto da geração local, por contrato de longo prazo e solução atrás do medidor, integra a ambição de expansão posterior. Essa etapa envolve autorizações específicas, inclusive a compatibilização com os compromissos da usina no sistema elétrico britânico. O anúncio não permite tratar todo o complexo como uma instalação de IA já em construção ou integralmente contratada.

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Energia e computação precisam fechar a mesma conta

Na leitura do LAWINFRA, a operação mostra por que o acesso à eletricidade se tornou um ativo decisivo para a infraestrutura digital. Terreno disponível, licença, conexão, resfriamento e cliente precisam compor uma mesma solução econômica. A escala financeira anunciada também pede atenção à distinção entre investimento em edificações e energia e investimento nos equipamentos de computação.

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Referência internacional para o debate brasileiro

Para o debate brasileiro, o caso oferece uma referência internacional sobre integração entre geração, rede e cargas intensivas em eletricidade. Sua aplicação depende das regras e dos projetos de cada país. O comunicado não anuncia investimento no Brasil nem estabelece efeito sobre tarifas brasileiras. Os próximos marcos no Reino Unido são a consulta local, o pedido de planejamento, a contratação de cliente e a decisão de investimento.