Agentes da CCEE elegem Elisa Bastos para mandato de quatro anos

Escolha completa a diretoria de seis integrantes prevista no novo estatuto; assembleia não elegeu suplentes por falta de quórum especial.
Os agentes da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) elegeram Elisa Bastos como diretora da instituição para um mandato de quatro anos. A decisão foi unânime na 78ª Assembleia Geral Extraordinária, realizada nesta sexta-feira, 25 de setembro, e completa a composição de seis integrantes prevista no novo estatuto social.
Diretoria atua no centro do mercado elétrico
A CCEE é responsável por viabilizar a comercialização de energia no Sistema Interligado Nacional, contabilizar operações e liquidar o mercado de curto prazo. A composição de sua diretoria tem impacto institucional sobre a execução das regras, o monitoramento dos agentes e a preparação da entidade para mudanças no desenho do mercado elétrico.
Suplentes não foram eleitos
Segundo o comunicado oficial, a assembleia reuniu 63,13% dos votos. Esse percentual foi suficiente para a eleição da nova diretora, mas não alcançou o quórum especial necessário para escolher membros suplentes. A CCEE não informou, no anúncio, uma nova data para completar essas posições.
A eleição encerra uma etapa de implementação da nova estrutura de governança aprovada pelos agentes. O comunicado afirma que Elisa Bastos completa a diretoria de seis integrantes e cita, entre os atuais dirigentes, Gerusa Côrtes, Eduardo Rossi, Vital Neto e Ricardo Simabuku, que exerce interinamente a presidência. A fonte não detalha, no anúncio, a distribuição final de todas as atribuições.
Trajetória reúne ONS, ANEEL e MME
Elisa Bastos foi diretora de Assuntos Corporativos do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e diretora da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Também atuou no Ministério de Minas e Energia (MME), com experiência em formulação de políticas públicas e leilões de energia. É doutora e mestre em Planejamento de Sistemas Energéticos pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Eleição não altera regras automaticamente
A escolha é uma decisão de governança, não uma alteração automática das regras de comercialização nem das obrigações dos agentes. Mudanças regulatórias continuam dependendo dos processos e competências da ANEEL, do MME e das demais instituições do setor. Na CCEE, efeitos concretos deverão surgir da distribuição de atribuições, das decisões colegiadas e da condução dos projetos sob responsabilidade da nova diretoria.
Para geradores, comercializadores, distribuidores e consumidores livres, o ponto relevante é a recomposição da liderança da operadora em um momento de ampliação do mercado livre, digitalização de processos e discussão sobre novas estruturas de monitoramento e segurança de mercado. A experiência da eleita em operação, regulação e política pública aproxima essas três frentes dentro da gestão da CCEE.
Próximos passos da governança
Os próximos pontos de controle são a formalização do início do mandato, a definição das responsabilidades de cada diretor e uma eventual nova assembleia para as vagas de suplentes. Também será preciso acompanhar como a diretoria completa executará o novo estatuto e responderá às mudanças regulatórias em curso no mercado de energia.
