Brisanet e Unifique fecham acordo para banda larga móvel via satélite no Brasil

Operadoras regionais usarão espectro de 700 MHz e investirão em gateways terrestres; detalhes finais e autorizações regulatórias ainda estão pendentes.
Brisanet, Unifique e Iez! Telecom assinaram um acordo comercial com a AST SpaceMobile para oferecer banda larga celular móvel via satélite, conhecida como Direct-to-Device (D2D), em todo o território brasileiro. O negócio foi divulgado por Brisanet e Unifique em fatos relevantes datados de 23 de outubro.
Espectro de 700 MHz e gateways
As operadoras regionais disponibilizarão as radiofrequências de 700 MHz de que são titulares e serão responsáveis por investir na infraestrutura necessária para conectar suas redes móveis à constelação da AST SpaceMobile por meio de gateways terrestres. Os comunicados não quantificam o investimento nem detalham a distribuição das responsabilidades entre as empresas.
A proposta é permitir chamadas de voz, dados em banda larga e vídeo diretamente em smartphones padrão, sem equipamentos especializados, aplicativos ou alterações no aparelho. A conectividade por satélite deve complementar as redes terrestres em áreas fora de alcance, e não substituí-las.
Contrato e licenças ainda pendentes
O anúncio ainda não equivale ao lançamento comercial do serviço. A Unifique informou que os detalhes definitivos do contrato permanecem em negociação e que a transação depende de autorizações e licenças regulatórias. A Brisanet também registrou a existência de condições pendentes.
O uso de espectro licenciado aproxima o serviço D2D da infraestrutura móvel convencional: além da constelação em órbita, serão necessários gateways, integração de rede, coordenação de radiofrequência, sistemas de autenticação e capacidade comercial para atender clientes em larga escala.
Cobertura complementar e próximos passos
Para áreas rurais, estradas, comunidades remotas e operações de infraestrutura, uma cobertura complementar pode aumentar a resiliência das comunicações. O alcance efetivo, porém, dependerá da disponibilidade de satélites, capacidade de rede, condições regulatórias e desenho dos planos comerciais.
Os documentos não informam data de início, preços, metas de cobertura, capacidade por região ou cronograma dos gateways. Esses dados, assim como as autorizações aplicáveis e a conclusão do contrato definitivo, são os próximos marcos verificáveis antes de qualquer oferta ao usuário final.
