Braskem mantém centrais de eteno a 69% e eleva vendas de resinas no 3º trimestre

Relatório operacional preliminar mostra 854 mil toneladas vendidas no Brasil, parada programada do eteno verde e recuperação da oferta de matéria-prima no México.
A taxa média de utilização das centrais de eteno da Braskem no Brasil ficou em 69% no terceiro trimestre de 2026, um ponto percentual abaixo do trimestre anterior e quatro pontos acima de igual período de 2025. As vendas de resinas no mercado brasileiro alcançaram 854 mil toneladas, com altas de 12% na comparação trimestral e de 9% na anual.
Dados ainda são preliminares
Os números fazem parte do relatório de produção e vendas divulgado pela companhia em 29 de outubro. A Braskem informou que os dados são preliminares e não foram revisados pelo auditor independente. O documento mede operação e comercialização; não equivale às demonstrações financeiras completas do período.
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Operação brasileira compensa diferenças entre polos
No Brasil, a utilização média ficou praticamente estável porque a menor produção nas centrais da Bahia e de São Paulo, associada à otimização de estoques, foi parcialmente compensada pela maior produção no Rio Grande do Sul. A unidade gaúcha teve mais matéria-prima disponível e normalizou a operação após manutenção programada realizada no segundo trimestre.
Resinas crescem e principais químicos recuam
As exportações de resinas somaram 240 mil toneladas, 37% acima do segundo trimestre e 5% acima do terceiro trimestre de 2025. Já as vendas domésticas dos principais químicos caíram para 574 mil toneladas, recuo de 4% no trimestre e de 18% em um ano. A empresa atribuiu o movimento a menores volumes de gasolina, benzeno e paraxileno, além de decisões comerciais e disponibilidade de produto.
Parada reduz utilização do eteno verde
Na linha de eteno verde, a utilização caiu de 66% para 47% entre o segundo e o terceiro trimestres. A companhia relacionou a redução a uma parada programada de 33 dias na central do Rio Grande do Sul, concluída em outubro. As vendas de polietileno verde ficaram em 31 mil toneladas, 19% abaixo do trimestre anterior e 29% menores que um ano antes.
Terminal e oferta de etano elevam produção no México
A operação no México mostrou a sensibilidade da produção à infraestrutura de suprimento. A utilização das plantas de polietileno subiu de 43% para 62%, apoiada por mais etano importado e maior fornecimento da Pemex. O volume médio importado pelo terminal TQPM avançou de 14,7 mil para 27,3 mil barris por dia, enquanto a oferta média da estatal mexicana passou de 11,8 mil para 13,2 mil barris diários.
Logística limita operação europeia
Nos Estados Unidos e na Europa, a utilização das plantas de polipropileno recuou para 74%. Segundo o relatório, um evento climático afetou a cadeia logística europeia e restringiu a disponibilidade de propeno. As vendas conjuntas ficaram em 489 mil toneladas, 2% abaixo do trimestre anterior.
Resultados completos devem testar a recuperação
Para a infraestrutura petroquímica, os próximos indicadores relevantes são a sustentação da normalização das centrais brasileiras depois das manutenções, a recomposição da operação do eteno verde e a continuidade do suprimento de etano no México. A divulgação dos resultados completos permitirá confrontar esses volumes com custos, caixa e eventuais decisões de investimento, sem antecipar conclusões a partir do relatório operacional preliminar.
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