Combustível de aviação de óleo de milho tem intensidade de carbono 23,8% menor na Reduc

Segundo a Petrobras, melhoria no hidrogênio utilizado na produção foi reconhecida em recertificação internacional. Resultado se refere ao SAF dessa matéria-prima; outras refinarias estão em diferentes etapas de implantação e certificação.
A Petrobras informou nesta segunda-feira, 26 de outubro, que o combustível sustentável de aviação produzido com óleo de milho na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro, passou a apresentar intensidade de carbono 23,8% menor. O avanço foi reconhecido em recertificação internacional obtida na primeira quinzena do mês.
Segundo a companhia, a mudança nas fontes de hidrogênio utilizadas no processo reduziu em 29% a intensidade de carbono desse insumo. A recertificação segue o padrão internacional ISCC CORSIA.
O que o percentual mede
O combustível é conhecido pela sigla inglesa SAF. O percentual precisa ser lido dentro do recorte informado: é uma melhoria do produto feito com óleo de milho, sem equivalência direta com a redução das emissões de qualquer voo. Para interpretar uma comparação ambiental, é necessário manter a mesma metodologia e identificar exatamente qual etapa está sendo medida.
Processo industrial também conta
O caso mostra como a infraestrutura de processo também influencia o desempenho ambiental de um combustível. Além da matéria-prima, entram na avaliação os insumos e as condições de produção. Para uma refinaria, melhorar esses componentes pode qualificar o produto oferecido ao mercado sem que a mudança se resuma à instalação de capacidade adicional.
Expansão tem etapas diferentes
A expansão tem etapas diferentes: segundo a Petrobras, a Refinaria Henrique Lage (Revap) está em certificação; a implantação foi concluída na Refinaria Gabriel Passos (Regap) e está na fase final na Refinaria de Paulínia (Replan). Estas duas unidades ainda passarão pela certificação.
Para compradores e financiadores, capacidade instalada, volume disponível, rastreabilidade e certificação são verificações complementares. O reconhecimento ambiental ajuda a qualificar a oferta, mas preço e condições de fornecimento continuam decisivos para a contratação. Os próximos marcos são as certificações das demais unidades e a efetiva evolução da oferta comercial.
