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BNDES aprova R$ 250 milhões para restauração no Norte Fluminense

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Ilustração editorial aérea de área rural degradada em transição para agrofloresta, mata restaurada e cursos d'água protegidos
A cena representa, de forma conceitual, a recuperação de paisagens, a conservação do solo e a proteção hídrica; não retrata fazenda ou área específica da Tree+. Ilustração editorial original produzida por inteligência artificial. Crédito: LAWINFRA/IA.

Crédito do Fundo Clima apoiará a recuperação de 22,2 mil hectares, incluindo mais de 6,6 mil hectares de Mata Atlântica; contrato e desembolsos não foram divulgados.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social aprovou R$ 250 milhões do Fundo Clima para um projeto da Tree Agroflorestal S.A., a Tree+, recuperar 22,2 mil hectares de áreas degradadas. Mais de 6,6 mil hectares serão destinados à restauração da Mata Atlântica, com concentração inicial no Norte Fluminense.

Aprovação ainda não é desembolso

O comunicado foi publicado em 23 de outubro e atualizado na mesma noite. A aprovação abre uma fonte de crédito para a implantação, mas não comprova desembolso integral. O BNDES não divulgou o contrato, a taxa, o prazo, as garantias, o cronograma das liberações ou o orçamento total correspondente apenas aos 22,2 mil hectares.

Projeto combina restauração e produção

O projeto prevê conservação física e hidrológica do solo, restauração com espécies nativas e integração lavoura-pecuária-floresta. Entre as intervenções mencionadas estão subsolagem e caixas de contenção, além de sistemas agroflorestais e manejo voltado à recuperação da produtividade em áreas de produtores parceiros.

Segurança hídrica integra o escopo

A dimensão hídrica diferencia a operação de uma política exclusivamente florestal. O banco relaciona a recuperação do solo e das áreas de preservação permanente à regulação da água e à resiliência do Norte Fluminense, região sujeita a escassez hídrica. Os efeitos dependerão da localização das áreas, dos projetos executivos e da medição dos resultados ao longo da implantação.

Áreas anteriores exigem contabilidade separada

A Tree+ afirma já ter mais de 4 mil hectares implantados, cerca de metade dedicada à recuperação de matas nativas, em parceria anterior com o BNDES. Esse histórico não deve ser somado automaticamente ao novo projeto: a nova aprovação tem área, fonte de recursos e metas próprias, cuja execução precisará ser acompanhada separadamente.

Empregos são uma estimativa de implantação

Durante a implantação, a estimativa é gerar mais de 800 empregos diretos e indiretos em viveiros, coleta de sementes, plantio, manutenção, monitoramento ambiental e serviços técnicos. O número é uma projeção da fase de execução, não um contingente já contratado. O projeto também anuncia capacitação profissional e inclusão produtiva feminina, sem detalhar metas ou instrumentos.

Expansão regional ainda é uma possibilidade

A empresa planeja um mosaico de cerca de 50 mil hectares no Sudeste. As atividades começam no Norte do Rio de Janeiro e poderão alcançar o sul do Espírito Santo e a Zona da Mata de Minas Gerais. Essa expansão permanece uma possibilidade empresarial e não integra automaticamente o escopo financiado agora.

R$ 800 milhões são uma previsão agregada

O BNDES informa que os investimentos totais previstos pela Tree+ superam R$ 800 milhões até 2031. Esse valor agregado também não pode ser confundido com o crédito aprovado de R$ 250 milhões nem com custo contratado para a restauração anunciada. A publicação não esclarece quanto virá de capital próprio, outras dívidas ou receitas futuras de carbono.

Operação não repete os anúncios de março e abril

A operação é distinta de duas aprovações recentes do Fundo Clima. Em março, o BNDES anunciou R$ 150 milhões para a Tree+ recuperar 15 mil hectares; em abril, divulgou a primeira liberação de R$ 40 milhões daquela operação. O novo comunicado descreve R$ 250 milhões e 22,2 mil hectares, razão pela qual a data e o escopo não devem ser renovados a partir dos anúncios antigos.

Contrato e execução serão os próximos testes

Os próximos marcos verificáveis são a contratação financeira, os desembolsos, a identificação das áreas participantes, o cronograma de plantio e conservação do solo, os instrumentos com produtores e os indicadores de restauração, água e emprego. Sem esses documentos, o dado seguro é a aprovação do crédito, não a entrega ambiental prometida.