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Aura atinge produção recorde e eleva capex a US$ 97 milhões no 3T26

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Ilustração editorial aérea de mina de ouro e planta de processamento em operação
Operação mineral fictícia produzida com inteligência artificial. A imagem não representa mina real da Aura. Crédito: LAWINFRA/IA.

Borborema produziu 23 mil onças equivalentes de ouro; mineradora prepara internalização de frota em três operações brasileiras por R$ 612 milhões.

A Aura Minerals produziu 95.557 onças equivalentes de ouro no terceiro trimestre de 2026, recorde trimestral e alta de 29% em um ano. O capex chegou a US$ 96,6 milhões, crescimento de 206%, com aportes de expansão, exploração e sustentação em uma carteira de seis minas.

Borborema produz 23 mil onças

Borborema, no Rio Grande do Norte, atingiu produção recorde de aproximadamente 23 mil onças equivalentes de ouro. A companhia atribuiu o avanço ao aumento dos teores e à melhoria do sistema de filtragem, que elevou a alimentação da planta. O custo total de sustentação subiu com a maior relação entre estéril e minério.

A produção consolidada mais alta foi acompanhada por Ebitda ajustado de US$ 236,9 milhões e fluxo de caixa livre recorrente de US$ 124 milhões. A dívida líquida ficou em US$ 178,8 milhões, e a empresa manteve a projeção anual entre 340 mil e 390 mil onças equivalentes.

Frota de três minas será internalizada

No Brasil, a Aura assinou acordo para internalizar frota e equipes de Apoena, Almas e Borborema. A operação foi avaliada em R$ 612 milhões e tem transição prevista para janeiro de 2027, mas depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica e das demais condições contratuais.

Controle maior traz novos riscos

A internalização pode reduzir dependência de prestadores e dar controle direto sobre disponibilidade, manutenção e custos. Ela também transfere à mineradora riscos de financiamento, reposição de equipamentos, mão de obra e execução. O ganho projetado precisa ser confrontado com o desempenho real após a transição.

Cade e custos são os próximos marcos

Os próximos marcos são a decisão do Cade, a passagem efetiva das frotas, a estabilidade operacional de Borborema e Serra Grande, os custos por onça e a execução do capex sem deterioração relevante da dívida.