ANM encerra nível de emergência do Sistema Pontal em Itabira

Decisão de 29 de outubro sucede reforço do Dique Minervino e deixa a Vale sem estruturas nessa classificação no município; dois diques ainda têm obras até 2030 e 2033.
A Agência Nacional de Mineração encerrou o nível de emergência do Sistema Pontal, na Mina Cauê, em Itabira, Minas Gerais. A decisão foi formalizada em 29 de outubro e divulgada pela Vale nesta quarta-feira, 4 de novembro.
Reforço do Dique Minervino foi concluído em 2025
Com a mudança, a mineradora afirma não ter mais estruturas classificadas em nível de emergência no município. A retirada sucedeu a conclusão, em dezembro de 2025, das obras de reforço do Dique Minervino e a melhora dos fatores de segurança informada pela companhia.
Duas estruturas ainda estão em descaracterização
O Sistema Pontal inclui a barragem principal, construída pelo método a jusante, os diques 2, 3, 4 e 5, já descaracterizados, e os diques Minervino e Cordão Nova Vista, que permanecem em processo de descaracterização. A retirada do nível de emergência não equivale à conclusão dessas duas obras.
Veja a consulta da ANM sobre fechamento e descaracterização de minas →
Monitoramento continua após a mudança
Segundo a Vale, os diques remanescentes têm Declarações de Condição de Estabilidade positivas, emitidas por auditorias externas independentes, e são acompanhados continuamente pelo centro de monitoramento geotécnico. A ANM mantém no SIGBM o cadastro e a classificação atualizada das barragens de mineração.
Retirada depende de decisão dos fiscais
As regras da agência estabelecem que apenas seus fiscais podem reduzir ou retirar uma estrutura de nível de alerta ou emergência. Para isso, a não conformidade que originou a classificação precisa ser sanada e a correção comprovada no processo minerário.
Compare com a redução do nível de emergência da B1A em Brumadinho →
Obras remanescentes vão até 2030 e 2033
Em Itabira, oito das dez estruturas incluídas no programa de descaracterização da Vale já tiveram as obras concluídas. A empresa prevê terminar o Dique Minervino em 2030 e o Cordão Nova Vista em 2033. Os cronogramas continuam sujeitos a engenharia, licenciamento, fiscalização e condições de execução.
Programa nacional tem 19 estruturas concluídas
A companhia informa ter concluído 19 das 30 estruturas de seu programa nacional de descaracterização, com R$ 13,7 bilhões investidos. O percentual e o valor são dados corporativos; a verificação regulatória ocorre por estrutura e não deve ser substituída pelo agregado do programa.
Registros e cronogramas exigem acompanhamento
Os próximos pontos verificáveis são a atualização dos registros públicos da ANM, a manutenção das declarações de estabilidade, o avanço físico das duas obras remanescentes e eventuais ajustes de cronograma ou medidas adicionais de segurança.
