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Nardes alerta que falta de planejamento reduz competitividade e afasta investimentos

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Augusto Nardes, ministro do TCU, em entrevista à Times Brasil | CNBC durante o LAWINFRA Summit Brasília 2026
Augusto Nardes, ministro do TCU, em entrevista à Times Brasil | CNBC durante o LAWINFRA Summit Brasília 2026. Imagem: Times Brasil | CNBC.

Ministro do TCU afirma que projetos imediatistas e a ausência de estratégia de médio e longo prazo comprometem a confiança do mercado, os investimentos e a geração de empregos.

Assista à entrevista

A ausência de planejamento estratégico de médio e longo prazo reduz a competitividade do Brasil e enfraquece a confiança necessária para atrair investimentos em infraestrutura. O alerta foi feito por Augusto Nardes, ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), em entrevista à Times Brasil | CNBC durante o LAWINFRA Summit Brasília 2026.

Na entrevista, Nardes relacionou a qualidade da governança pública à capacidade do país de organizar prioridades, enfrentar gargalos históricos e oferecer ao mercado uma direção estável para projetos de energia, transportes e outros setores estruturantes.

Segundo o ministro, a administração pública precisa adotar uma estratégia nacional que ultrapasse os ciclos eleitorais. Sem essa continuidade, investimentos de longa maturação ficam sujeitos a mudanças de prioridade, atrasos e incertezas que afetam sua viabilidade.

Projetos imediatistas e perda de competitividade

Nardes afirmou que parte dos projetos observados no país responde a objetivos imediatos ou eleitorais, enquanto temas centrais para a competitividade permanecem sem tratamento consistente. O resultado, na sua avaliação, aparece na deterioração da infraestrutura e na dificuldade de sustentar o crescimento.

As fragilidades atingem especialmente os transportes e o setor elétrico. O ministro mencionou auditorias realizadas pelo TCU e apontou que a falta de priorização dos principais gargalos impede o país de transformar recursos e oportunidades em infraestrutura efetivamente entregue.

A usina nuclear de Angra 3 foi citada como exemplo de empreendimento que evidencia problemas de continuidade, decisão e governança. A referência não significa que o TCU tenha defendido uma solução única para o projeto, mas ilustra o custo institucional de indefinições prolongadas.

Governança como condição para investir

Para Nardes, aprimorar a governança da infraestrutura significa estabelecer prioridades verificáveis, avaliar riscos e acompanhar resultados. Esses mecanismos permitem identificar problemas antes que atrasos, custos adicionais ou descontinuidade comprometam os investimentos.

O ministro também comparou a trajetória brasileira à de economias que avançaram em competitividade nas últimas décadas, como China e Índia. Na sua avaliação, a perda relativa de posição reduz a capacidade do Brasil de receber capital, crescer e gerar empregos.

A mensagem central da entrevista é que segurança para investir não depende apenas de disponibilidade de recursos. Ela exige planejamento, continuidade administrativa e instituições capazes de executar projetos estratégicos com previsibilidade.

Assista à entrevista completa nesta página para acompanhar a análise de Augusto Nardes sobre governança, competitividade e os desafios da infraestrutura brasileira.