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ANTAQ avalia dragagem e ajustes em travessias do Amazonas durante a estiagem

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Ilustração editorial de travessia por balsa em rio amazônico com nível baixo, bancos de areia e equipes de inspeção
Travessia fluvial durante estiagem em ilustração editorial original produzida com inteligência artificial. A cena é conceitual e não reproduz as operações reais. Crédito: LAWINFRA/IA.

Fiscalização encontrou dificuldades de navegação em Igapó-Açu e Manaus–Careiro da Várzea. Banco de areia, canal e rampas estão sob avaliação, mas ainda não há obra determinada.

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) realizou em 20 de outubro visitas técnicas simultâneas às travessias de Igapó-Açu e Manaus–Careiro da Várzea, no Amazonas. A fiscalização identificou dificuldades de navegação nas últimas semanas e passou a avaliar medidas para reduzir o risco de interrupção durante a estiagem.

Banco de areia altera canal da travessia

Na ligação Manaus–Careiro da Várzea, que integra o corredor da BR-319, a equipe verificou a formação de um banco de areia no canal de navegação. O obstáculo altera as condições de passagem das embarcações e pode exigir dragagem. Também foram examinadas as rampas de embarque e desembarque, sujeitas a ajustes conforme o recuo das águas.

O acompanhamento abrangeu a operação do Consórcio Rio Negro SPE, selecionado pela Chamada Pública nº 01/2026 da ANTAQ para transportar veículos e passageiros na travessia. Representantes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), de operadores e de empresa responsável por futura dragagem participaram da agenda.

Medidas ainda estão em avaliação

O comunicado oficial não informa que a dragagem ou a adequação das rampas já tenham sido contratadas para essas ocorrências. As medidas continuam em avaliação e, segundo a Agência, as intervenções de infraestrutura cabem ao DNIT. A ANTAQ atua na fiscalização do serviço e na articulação entre os responsáveis.

Risco alcança passageiros, veículos e cargas

As travessias são elos de mobilidade regional e de abastecimento. Nível baixo, assoreamento e rampas inadequadas podem restringir calado, reduzir capacidade, alongar viagens e interromper o transporte de passageiros, veículos e mercadorias, com efeito maior em localidades que dispõem de poucas alternativas terrestres.

Em Igapó-Açu, outra equipe técnica verificou as condições do serviço e as providências adotadas para os problemas identificados. A ANTAQ não detalhou no comunicado a dimensão das restrições em cada ponto nem divulgou estimativa de volume a dragar, custo ou cronograma.

A distinção entre monitoramento e obra autorizada é relevante. A visita produz evidências para decisão operacional, mas a continuidade dos serviços dependerá da evolução do nível dos rios, das medidas dos operadores e de eventual intervenção do DNIT no canal e nos acessos.

Decisão operacional é o próximo marco

Os próximos marcos verificáveis são a definição das intervenções, eventual ordem de serviço para dragagem, adaptação das rampas, comunicação de restrições aos usuários e atualização das condições de navegação nas duas travessias.