Novo Aeroporto da Serra Gaúcha recebe ordem de serviço para obras de R$ 143,1 milhões

Primeira etapa em Vila Oliva terá pista de 1.930 metros, pátio para oito aeronaves e prazo de 36 meses. Termo federal prevê até R$ 200,6 milhões para o empreendimento.
O governo federal e a Prefeitura de Caxias do Sul deram ordem de serviço para a primeira etapa do novo Aeroporto Regional da Serra Gaúcha, em Vila Oliva. O ato foi assinado em 21 de outubro e autoriza o início do ciclo de obras contratado por R$ 143,08 milhões, com prazo de execução de 36 meses.
Fnac financia a primeira etapa
O investimento global previsto no termo de compromisso entre a União e o município é de R$ 200,6 milhões, financiado com recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac). A diferença entre esse teto e o contrato da primeira etapa não representa economia já disponível nem obra adicional automaticamente contratada: cada desembolso dependerá do instrumento federal, das medições e das etapas efetivamente executadas.
Pista terá 1.930 metros e pátio para oito aeronaves
A primeira fase concentra a infraestrutura do lado ar. O projeto inclui pista de pouso e decolagem com 1.930 metros de comprimento e 45 metros de largura, pista de taxiamento, pátio com oito posições para aeronaves, drenagem, auxílios à navegação, cercamento operacional, vias internas e estacionamento.
O dimensionamento admite aeronaves como Boeing 737 MAX 8, Airbus A320neo, Airbus A321neo e Embraer E195-E2. O plano também reserva espaço para futura ampliação da pista, taxiamento paralelo, estruturas de carga, hangares, aviação geral e abastecimento. Essas expansões não integram automaticamente o escopo contratado agora.
Novo terminal complementa transição do aeroporto atual
O novo terminal é projetado para substituir as limitações físicas de expansão do Aeroporto Hugo Cantergiani e atender a indústria de Caxias do Sul, o turismo de Gramado e Canela e outros municípios da Serra. O Hugo Cantergiani passou à operação da Infraero em 9 de outubro e continuará cumprindo sua função enquanto o novo empreendimento avança.
Ordem de serviço muda o estágio do projeto
A ordem de serviço altera o estágio do projeto: a licitação e a assinatura contratual já haviam ocorrido, mas a mobilização dependia da autorização da Secretaria Nacional de Aviação Civil. A liberação federal abre a fase de implantação; não significa que o aeroporto esteja apto a receber voos ou que a data de inauguração esteja assegurada.
Acesso rodoviário segue em outra frente
A conectividade terrestre segue como frente própria. Em 20 de outubro, estudo do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Sul escolheu a Estrada do Juá para ligar a Rota do Sol ao futuro aeroporto e à ERS-235. O corredor rodoviário tem custo estimado em R$ 288 milhões, mas ainda depende de projeto, licenciamento, financiamento e contratação.
Operação depende de etapas posteriores
Os próximos marcos verificáveis são a instalação do canteiro, o cronograma físico-financeiro, as primeiras medições do contrato, o cumprimento das condicionantes ambientais e a contratação das estruturas necessárias à operação. A certificação aeroportuária, a definição do operador e a programação de voos são etapas posteriores e não decorrem apenas da ordem de serviço.
