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Vibra adiciona 210 postos e reduz dívida líquida em R$ 1,7 bilhão no 3T26

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Ilustração editorial de terminal de combustíveis conectado a corredor logístico e caminhões-tanque
Terminal e logística de combustíveis em cena fictícia criada com inteligência artificial. A imagem não representa instalação, marca ou frota da Vibra. Crédito: LAWINFRA/IA.

Distribuidora vende 9,6 milhões de m³, investe R$ 424 milhões e encerra trimestre com alavancagem de 1 vez; portfólio renovável sofreu cortes de 36,4%.

A Vibra adicionou 210 postos à rede embandeirada no terceiro trimestre de 2026, assinou 99 novos contratos no segmento empresarial e reduziu a dívida líquida em R$ 1,7 bilhão. A companhia encerrou setembro com alavancagem de uma vez o Ebitda ajustado dos últimos doze meses, ante 1,3 vez no trimestre anterior.

Vendas crescem 4%

O volume vendido chegou a 9,612 milhões de metros cúbicos, 4% acima do 3T25. A rede de postos respondeu por 6,087 milhões de m³, alta de 6%, e o B2B por 3,525 milhões de m³, avanço de 1%. A companhia terminou o período com 7.686 postos, crescimento líquido de 130 unidades em relação a junho.

Resultado recorrente fica abaixo do ajustado

O Ebitda ajustado consolidado foi de R$ 4,288 bilhões e o lucro líquido ajustado, de R$ 2,433 bilhões. O resultado inclui recuperações tributárias e venda de imóveis. Sem os itens não recorrentes, o Ebitda ajustado recorrente ficou em R$ 3,66 bilhões, com margem de R$ 381 por metro cúbico na distribuição.

Capex alcança R$ 424 milhões

O investimento consolidado somou R$ 424 milhões no trimestre, 6% abaixo do ano anterior e 22% acima do 2T26. Desse total, R$ 211 milhões foram para distribuição e R$ 67 milhões para renováveis. No acumulado de nove meses, o capex de R$ 1,1 bilhão ficou 26% abaixo do mesmo período de 2025.

Dívida líquida cai para R$ 14,4 bilhões

A dívida líquida encerrou setembro em R$ 14,389 bilhões, 10% abaixo de junho e 23% inferior à do 3T25. A redução amplia a flexibilidade financeira, mas não elimina a exposição a juros, capital de giro, preços internacionais e necessidade de investimento na logística e na rede.

Cortes atingem 36,4% nas renováveis

No portfólio de renováveis, o Ebitda proporcional à participação da Vibra cresceu 17%, para R$ 279 milhões. O release informa que os cortes de geração, conhecidos como curtailment, atingiram 36,4%. Ressarcimentos acumulados ajudaram a geração centralizada, mas o dado mostra que conexão e despacho continuam limitando a captura física da energia disponível.

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Suprimento segue exposto ao mercado internacional

A empresa também informou que o Brasil permaneceu exposto a menor disponibilidade e maior volatilidade de combustíveis importados. A capacidade de otimizar suprimento e honrar contratos foi apresentada como vantagem competitiva; para usuários e revendedores, o teste prático é abastecimento regular, preço, qualidade e atendimento.

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Margem e curtailment serão pontos do call

A teleconferência será em 5 de novembro, às 10h. Os próximos pontos são a sustentabilidade das margens, a expansão líquida da rede, a desalavancagem, os investimentos em distribuição e o tratamento regulatório e contratual dos cortes de geração.