Ibama marca audiência para projeto subterrâneo de cobre e ouro da Vale em Carajás

Mina do Alemão prevê lavra subterrânea e planta para 5,45 milhões de toneladas por ano; audiência do EIA/Rima será em 18 de novembro, sem equivaler a licença concedida.
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis marcou para 18 de novembro a audiência pública do Projeto Mina do Alemão, da Vale, em Parauapebas, no Pará. O encontro apresentará e discutirá o Estudo e o Relatório de Impacto Ambiental da futura operação de cobre e ouro.
Operação projetada é subterrânea
O projeto prevê lavra subterrânea na área da antiga Mina do Igarapé-Bahia e uma usina capaz de tratar 5,45 milhões de toneladas de minério bruto por ano. Segundo o Ibama, o teor médio projetado é de 1,50% de cobre e 1,1 grama de ouro por tonelada.
Infraestrutura alcança planta, transmissão e rejeitos
A área está inserida na Floresta Nacional de Carajás, unidade de conservação de uso sustentável. O desenho divulgado pela Vale Base Metals inclui planta de beneficiamento, acessos, linha de transmissão, alojamentos e áreas para disposição de rejeitos, componentes que ampliam o alcance do licenciamento para além do acesso subterrâneo.
Audiência terá pontos de apoio
A audiência será híbrida, às 15h, no Ginásio Poliesportivo de Parauapebas, com transmissão on-line e pontos de apoio nas comunidades Santa Cruz e Paulo Fonteles. O EIA/Rima está disponível nos portais do Ibama e da empresa, além de locais físicos no Pará.
Participação não equivale a licença
O ato abre uma etapa de participação social e subsidia a avaliação de viabilidade socioambiental. Ele não aprova o empreendimento, não autoriza obras e não antecipa as condicionantes que poderão ser exigidas. Contribuições apresentadas na audiência integram a instrução do processo administrativo federal.
Estimativa histórica precisa ser distinguida do orçamento atual
Relatório do Ministério de Minas e Energia publicado em 2023 registrava estimativa histórica de investimento de R$ 10,02 bilhões, produção média pretendida de 230 mil toneladas anuais de concentrado de cobre e vida útil aproximada de 22 anos. Esses números são referência anterior e não foram reapresentados pelo Ibama como orçamento ou cronograma atualizados.
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Cobre conecta mineração e redes elétricas
A aderência à infraestrutura decorre da escala da planta, da transmissão, dos acessos e da gestão de rejeitos, além do papel do cobre na expansão das redes elétricas. O projeto também exige coordenação entre licenciamento ambiental, título minerário, gestão da unidade de conservação e participação das comunidades afetadas.
Decisão ambiental ainda depende da instrução
Depois da audiência, o Ibama deverá analisar manifestações e os estudos técnicos antes de decidir sobre a viabilidade e as condições do projeto. Os próximos marcos verificáveis são a ata e as contribuições do encontro, eventuais pedidos de complementação do EIA/Rima e a decisão formal do órgão licenciador.
