Sabesp investe R$ 4,5 bilhões no trimestre e eleva carteira contratada a R$ 44,2 bilhões

Aporte cresceu 13,8% no 3T26; expansão da água avançou 47,2%, enquanto dívida subiu para financiar a aceleração da universalização.
A Sabesp investiu R$ 4,53 bilhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 13,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado de nove meses, os aportes chegaram a R$ 11,99 bilhões, 14,9% acima de 2025, segundo o release de resultados divulgado nesta quinta-feira, 5.
Água concentra a aceleração
A maior aceleração ocorreu no abastecimento de água: R$ 1,70 bilhão no trimestre, crescimento de 47,2%. Os investimentos em esgotamento sanitário somaram R$ 2,83 bilhões e ficaram praticamente estáveis, com alta de 0,1%. A composição mostra que o avanço do programa depende de frentes distintas de captação, tratamento, distribuição, coleta e tratamento de esgoto.
Carteira contratada chega a R$ 44,2 bilhões
A companhia informou carteira contratada de aproximadamente R$ 44,2 bilhões. O volume aumentou com as ondas 2 e 3 do programa de universalização. A onda 4, concentrada na Região Metropolitana de São Paulo, permanecia em licitação no fechamento do balanço. Contrato assinado e licitação em andamento são etapas diferentes e não devem ser somadas como execução física concluída.
Conexões tratadas ainda estão abaixo da meta
Nos indicadores do fator de universalização, a Sabesp reportou 118% da meta de 2024 a 2026 para novas economias de água, 103% para novas economias de esgoto e 89% para economias conectadas ao tratamento. O último indicador permanece abaixo do objetivo do ciclo e ajuda a separar expansão de rede de tratamento efetivo.
Dívida financia expansão
A aceleração elevou a necessidade de financiamento. A dívida bruta cresceu R$ 6,3 bilhões no trimestre, após R$ 14,6 bilhões em novas captações e R$ 7,3 bilhões em amortizações e pré-pagamentos. O resultado financeiro pressionou o lucro líquido ajustado, que recuou 13,8%, enquanto o Ebitda ajustado cresceu 13,8%.
A empresa também informou redução de cerca de 30% na carga orgânica lançada no Rio Tietê em comparação com 2025. A métrica precisa ser acompanhada com metodologia, série histórica, qualidade da água e evolução das obras, pois um indicador operacional isolado não comprova a recuperação integral da bacia.
Licitações e execução são os próximos marcos
Os próximos marcos são o resultado da onda 4, a conversão dos contratos em obras, o ritmo de conexões efetivamente tratadas, o serviço da dívida e a relação entre desembolsos, tarifa e metas contratuais. Esses dados mostrarão se a expansão física avança sem comprometer a capacidade financeira da concessionária.
