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Refino deve crescer 10% até 2036, mas diesel e oleodutos seguem como desafios

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Ilustração editorial de refinaria com tanques de combustíveis e corredor de oleodutos
Refinaria e infraestrutura de movimentação de combustíveis em cena fictícia, criada com inteligência artificial. A imagem não representa empreendimento específico. Crédito: LAWINFRA/IA.

Novo caderno do planejamento energético projeta capacidade de 2,5 milhões de barris por dia e aponta pressão sobre dutos que abastecem o Sul, São Paulo e Brasília. Consulta pública termina em 6 de novembro.

O Brasil deverá ampliar em cerca de 10% sua capacidade de refino até 2036, mas continuará precisando de diesel importado e de investimentos na movimentação dos combustíveis. O diagnóstico consta do novo Caderno de Refino e Infraestrutura de Abastecimento, divulgado nesta terça-feira, 3 de novembro, pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Demanda de diesel avança mais que a produção

No cenário de referência do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2036, a capacidade das refinarias passa de aproximadamente 2,3 milhões para 2,5 milhões de barris diários. O MME associa a expansão ao segundo trem da Refinaria Abreu e Lima, à integração do Complexo Boaventura e à modernização de unidades existentes. Para o diesel A, o ministério projeta crescimento de 19% da demanda e de 13% da produção doméstica entre 2026 e 2036.

Compare o planejamento com os dados recentes da produção nacional →

Três oleodutos entram no diagnóstico

A EPE chama atenção também para o transporte dos derivados. O Oleoduto Paraná–Santa Catarina (Opasc), o São Paulo–Brasília (Osbra) e o São Sebastião–Paulínia (Osplan I) estão entre os trechos que podem atingir ou se aproximar do limite de capacidade no horizonte do estudo. A discussão abrange eficiência operacional e investimentos complementares em logística.

Capacidade industrial precisa chegar ao consumidor

Para a infraestrutura, o ponto central é a conexão entre refinaria, terminal, armazenamento e mercado consumidor. Aumentar o processamento em uma unidade exige que a cadeia consiga receber o produto e levá-lo aonde existe demanda. Restrições regionais podem exigir rotas alternativas e elevar custos de movimentação mesmo quando a oferta nacional agregada cresce.

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Custo logístico é um dos canais para o preço final

Esse mecanismo interessa especialmente a transportadores, distribuidores e atividades intensivas em diesel. Os efeitos para o consumidor dependerão da combinação entre preços internacionais, câmbio, tributos, concorrência e custos logísticos. O plano oferece referências para decisões de investimento; seus números não constituem previsão de reajuste nas bombas nem compromisso de execução de cada projeto.

Contribuições ao plano terminam em 6 de novembro

O PDE é indicativo e permanece em consulta pública até 6 de novembro. A contribuição mais útil para agentes da cadeia é confrontar as projeções com capacidade efetiva de dutos e terminais, cronogramas de expansão, condições operacionais e alternativas de abastecimento. O resultado dessa avaliação pode ajudar a priorizar obras que conectem a expansão do refino à segurança do suprimento regional.