P-78 atinge capacidade de 180 mil barris por dia no campo de Búzios

FPSO chegou ao topo de produção em 31 de outubro com a entrada do poço BUZ-100. O marco eleva a entrega do sistema Búzios 6, mas não substitui a medição mensal da ANP nem garante produção constante nesse patamar.
A plataforma P-78, do sistema Búzios 6, atingiu em 31 de outubro a produção de 180 mil barris de petróleo por dia, correspondente à capacidade nominal da unidade. A Petrobras divulgou o marco nesta terça-feira, 3 de novembro, e atribuiu o topo de produção à entrada do poço BUZ-100.
Unidade começou a produzir em dezembro
Instalada a cerca de 180 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, a P-78 foi a sétima plataforma a iniciar operação em Búzios. O navio-plataforma começou a produzir em 31 de dezembro de 2025 e tem capacidade para comprimir 7,2 milhões de metros cúbicos de gás por dia, segundo as informações de entrada em operação e autorização do projeto.
Reservatório chega a quase 500 metros
A unidade está em uma área onde a espessura do reservatório chega a quase 500 metros. A combinação de porosidade e permeabilidade da rocha facilita o armazenamento e o fluxo dos fluidos para os poços. O resultado operacional, porém, depende também da disponibilidade dos sistemas de processamento, injeção, compressão, escoamento e manutenção.
Búzios já supera 1 milhão de barris por dia
Búzios produziu 1,2 milhão de barris por dia em julho e foi o maior campo produtor do país em setembro. A P-78 integra o conjunto formado também pelas P-74, P-75, P-76, P-77, P-79, Almirante Barroso e Almirante Tamandaré. O campo deverá receber 12 unidades ao final do desenvolvimento planejado.
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P-80 e P-82 têm início previsto para 2027
As plataformas P-80 e P-82 estão a caminho do Brasil, com início de produção previsto para 2027. O plano inclui ainda a P-83 e a unidade Búzios 12, em licitação. Cada entrada acrescenta capacidade, mas o efeito agregado dependerá do cronograma de poços, das interligações submarinas e da infraestrutura de gás e óleo.
Consórcio opera sob partilha
O consórcio de Búzios reúne Petrobras, operadora, CNOOC, CNODC e a Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), gestora dos contratos de partilha. Para o poder público e os agentes da cadeia, o acompanhamento relevante inclui produção medida pela ANP, óleo da União, royalties, participação especial e capacidade de escoamento.
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Topo de produção não significa volume permanente
A marca de 180 mil barris por dia confirma a conclusão da principal etapa de rampa da P-78, mas não deve ser confundida com produção permanente. Os próximos sinais são a estabilidade da unidade, o desempenho dos poços, a compressão e disponibilização do gás e a evolução das plataformas que chegam em 2027.
