PRIO produz 191,6 mil barris por dia e troca diesel por gás em Peregrino

Balanço do 3T26 registra recordes de produção e vendas, US$ 243,4 milhões em investimentos e reparo da linha de importação de gás; dois blocos arrematados ainda serão avaliados.
A PRIO registrou produção média de 191,6 mil barris por dia no terceiro trimestre de 2026 e vendeu 17,2 milhões de barris, dois recordes para a companhia. A nova escala combinou a operação dos campos existentes à participação em Peregrino e elevou a infraestrutura de produção e escoamento ao centro do resultado divulgado nesta quarta-feira, 4 de novembro.
Receita cresce com a nova escala
A receita líquida chegou a US$ 1,37 bilhão, avanço de 146% em relação ao 3T25. O Ebitda somou US$ 1,07 bilhão, alta de 235%, com margem de 78%. O lucro líquido sem o efeito do IFRS 16 foi de US$ 521,1 milhões; o resultado contábil alcançou US$ 516,6 milhões. Esses números refletem o trimestre e não constituem projeção de desempenho futuro.
Investimentos somam US$ 243 milhões
Os investimentos somaram US$ 243,4 milhões. A companhia encerrou setembro com dívida líquida de US$ 3,46 bilhões, indicador que precisa ser acompanhado juntamente com o cronograma de desenvolvimento, a produção, o preço do petróleo e o custo de capital.
Linha de gás substitui diesel em Peregrino
Em Peregrino, a PRIO concluiu o reparo da linha de importação de gás. Segundo a empresa, a conexão permitiu substituir diesel por gás na geração de energia do campo. O efeito esperado é reduzir custo operacional e intensidade de emissões, mas a magnitude dependerá da disponibilidade da linha, do consumo e da continuidade da operação.
Mudança reduz custo, mas não elimina emissões
A infraestrutura de gás é relevante porque unidades marítimas dependem de energia contínua para processamento, bombeamento e segurança. A substituição do combustível não altera a natureza petrolífera do ativo nem elimina emissões; ela modifica a fonte usada para sustentar parte da operação.
Novos blocos ficam próximos ao cluster Valente
Em outubro, a companhia adquiriu os blocos Magnetita e Hematita na Oferta Permanente de Partilha de Produção da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. As áreas ficam próximas ao cluster Valente e poderão ser estudadas para eventual desenvolvimento conectado à unidade já em operação.
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Tieback ainda depende de estudos e licenças
A proximidade permite avaliar um tieback, ligação submarina de um novo reservatório a uma plataforma existente. Essa alternativa pode evitar uma unidade independente, mas depende de descoberta comercial, avaliação geológica, capacidade de processamento, projeto de engenharia, licenciamento e decisão de investimento.
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Teleconferência será em 5 de novembro
A teleconferência está marcada para 5 de novembro, às 15h de Brasília. Os próximos pontos verificáveis são o desempenho da linha de gás, a curva de produção, o custo de extração, a alavancagem e os estudos dos blocos adquiridos.
