Porto Piauí e Coimbra estudarão energia em terra para navios atracados

Cooperação prevê avaliar a viabilidade técnica e econômica do sistema no terminal de Luís Correia. Conexão elétrica permite desligar motores auxiliares durante a permanência no cais.
A Companhia Porto Piauí e a Universidade de Coimbra, em Portugal, vão avaliar a viabilidade técnica e econômica de fornecer energia elétrica de fontes renováveis aos navios atracados no Terminal de Uso Privado de Luís Correia. O governo estadual divulgou a cooperação nesta quarta-feira, 14; o protocolo foi assinado no início de outubro.
O que muda durante a atracação
A tecnologia, conhecida como Onshore Power Supply (OPS), conecta a embarcação à rede em terra. Isso permite desligar os motores auxiliares que alimentam iluminação, ventilação, comunicação e outros serviços enquanto o navio permanece no cais. O estudo examinará uma solução desenvolvida no campus de Coimbra em Figueira da Foz.
O ganho potencial é reduzir o consumo de combustível e as emissões durante a atracação. A proposta aproxima dois setores: a infraestrutura portuária e o fornecimento de eletricidade. O comunicado destaca a disponibilidade de geração eólica e solar no Piauí como um elemento favorável à avaliação.
Como a operação pode se pagar
A viabilidade econômica dependerá de comparar a economia de combustível com o preço da eletricidade e os custos de conexão, adaptação e manutenção. Também será necessário organizar a remuneração da infraestrutura: porto, armadores e fornecedor de energia precisam saber quem investe, quem usa e como o serviço será cobrado.
Para exportadores e demais usuários, um eventual ganho de eficiência poderá melhorar a operação, mas seu reflexo no custo logístico dependerá dos contratos e da utilização do sistema. Orçamento, cronograma de implantação e resultados do estudo ainda são as informações decisivas para dimensionar o projeto.
