PetroReconcavo investe R$ 147 milhões e prepara nova perfuração após queda de produção

Produção média caiu 2% no trimestre; companhia fez 42 intervenções em poços e contratou processamento de gás na UTG Catu para 2028–2037.
A PetroReconcavo investiu R$ 147 milhões no terceiro trimestre de 2026, 24% menos que no trimestre anterior. No acumulado de nove meses, o capex foi de R$ 537 milhões, queda de 55% em comparação com 2025, quando a companhia concentrava despesas maiores em perfuração e infraestrutura de processamento de gás.
Potiguar concentra a queda
A produção média foi de 23,7 mil barris de óleo equivalente por dia, redução de 2% diante do 2T26. O Ativo Potiguar recuou 5%, para 11,8 mil boe/dia, afetado por depleção de gás no Polo Sabiá, falhas em poços e interrupções de energia. O Ativo Bahia cresceu 1%, para 11,9 mil boe/dia.
Companhia fez 42 intervenções em poços
A companhia realizou 42 projetos de workover, intervenções destinadas a recuperar ou alterar o desempenho de poços. Foram 24 no Rio Grande do Norte e 18 na Bahia; seis apoiaram a ampliação de projetos de injeção de água. O release também registra preparativos para nova campanha de perfuração no Ativo Potiguar nos próximos meses.
Contrato de gás cobre 2028 a 2037
Na infraestrutura de gás, a empresa contratou capacidade de processamento na Unidade de Tratamento de Gás de Catu entre 2028 e 2037. A medida cria uma solução de longo prazo para monetizar a produção da Bahia, mas o resultado depende do volume disponível, da confiabilidade da unidade e das condições de transporte e venda.
O trimestre também incorporou a aquisição de três blocos em bacias adjacentes às operações atuais e a reorganização proposta para a SPE Tiêta. Esses movimentos ainda exigem etapas regulatórias, avaliação geológica e execução antes de representarem reservas provadas ou produção adicional.
Manutenção de Catu afeta o quarto trimestre
A produção de gás da Bahia sofreu nova interrupção temporária no fim de outubro por manutenção programada da UTG Catu. O evento ocorreu depois do fechamento operacional do trimestre e deve ser observado no resultado do quarto trimestre, juntamente com a retomada da unidade.
Perfuração e retomada serão os próximos marcos
Os próximos marcos são o restabelecimento integral do processamento na Bahia, o início da campanha de perfuração, o resultado das intervenções, o cronograma dos blocos adquiridos e a capacidade de estabilizar a produção sem voltar ao nível de capex de 2025.
