Pré-Sal Petróleo oferece 4,5 milhões de barris de Búzios em leilão na quarta-feira

Décimo leilão spot reúne cinco lotes com carregamento previsto para dezembro. Ofertas referenciadas pelo Brent datado serão abertas em tempo real, com possibilidade de disputa em viva voz.
A Pré-Sal Petróleo (PPSA) realizará na quarta-feira (28), às 10h30, o 10º Leilão Spot para vender cerca de 4,5 milhões de barris de petróleo pertencentes à União, produzidos no Campo de Búzios. O comunicado oficial foi publicado nesta segunda-feira, 26 de outubro.
Cinco lotes têm janelas de retirada em dezembro
A oferta está dividida em cinco lotes com carregamento previsto para dezembro de 2026. O primeiro reúne aproximadamente 1 milhão de barris da P-79; o segundo, volume semelhante do FPSO Almirante Tamandaré; e o terceiro combina duas cargas de cerca de 500 mil barris produzidas pelas plataformas P-75 e P-77.
O quarto lote corresponde a aproximadamente 500 mil barris da P-76. O quinto reúne cerca de 1 milhão de barris do FPSO Almirante Barroso. Os volumes são aproximados e as janelas de retirada variam entre 9 e 30 de dezembro, conforme a unidade produtora.
Preços serão referenciados pelo Brent datado
As propostas serão referenciadas pelo Brent datado e abertas em tempo real durante reunião on-line. Depois da abertura, os participantes poderão disputar os lotes em viva voz. A referência internacional organiza a comparação de preços, mas o resultado econômico dependerá das ofertas efetivamente apresentadas.
Empresas habilitadas para o 9º Leilão Spot estão aptas a participar. As demais puderam enviar documentação até 23 de outubro. Segundo a PPSA, as empresas foram notificadas sobre o novo certame no dia 20.
Cargas de dezembro migraram do nono leilão
As cargas de dezembro integravam anteriormente o programa do 9º Leilão. Naquela edição, as cargas com carregamento em novembro foram vendidas ao longo de três etapas, enquanto os volumes previstos para dezembro passaram para o novo processo.
Certame vende petróleo da União, não áreas exploratórias
O leilão não concede áreas de exploração nem autoriza nova produção. Ele comercializa petróleo físico que cabe à União no regime de partilha, conectando a produção offshore à logística marítima, ao refino e à arrecadação pública.
O volume ofertado não permite antecipar receita ou venda integral. O próximo marco verificável será a divulgação do resultado, com vencedores, preços e eventual lote sem proposta. Até lá, os 4,5 milhões de barris representam a oferta aproximada, não petróleo já negociado.
