Neoenergia vende fatia final de Dardanelos e prevê R$ 400 milhões em caixa

Acordo transfere os 25% restantes a fundos da Itaú Asset por R$ 93,5 milhões e prevê quitação de empréstimo de R$ 265,8 milhões; fechamento depende de Cade, ANEEL e financiadores.
A Neoenergia assinou acordo para vender sua participação remanescente de 25% na hidrelétrica de Dardanelos, em Mato Grosso, a uma sociedade detida por fundos geridos pela Itaú Asset Management. O preço das ações é de R$ 93,5 milhões, sujeito a correção monetária e a outras atualizações financeiras desde 2 de abril até a conclusão.
Empréstimo amplia o caixa esperado
O contrato prevê também a quitação integral de um empréstimo de R$ 265,8 milhões concedido pela Elektro Renováveis do Brasil à holding do empreendimento. Com o preço, o recebimento do crédito e as atualizações, a Neoenergia estima antecipar cerca de R$ 400 milhões em caixa.
Fechamento depende de três grupos de anuência
A assinatura não transfere imediatamente a participação. O fechamento depende de anuência do Conselho Administrativo de Defesa Econômica, da Agência Nacional de Energia Elétrica e dos financiadores. Até o cumprimento dessas condições, a estrutura societária permanece inalterada.
Usina tem 261 MW e contratos com 24 distribuidoras
Dardanelos tem 261 megawatts de capacidade instalada e cinco unidades geradoras. A usina, localizada no rio Aripuanã, opera a fio d’água e possui contratos de venda de energia com 24 distribuidoras, segundo a Neoenergia. A transferência societária não extingue esses contratos nem altera automaticamente as obrigações regulatórias da concessionária.
EDF já controla a operação
A Neoenergia havia vendido 75% do empreendimento à EDF power solutions em operação anunciada em novembro de 2025 e concluída em abril de 2026. A EDF assumiu a operação e a manutenção da usina. O novo acordo completa a saída da Neoenergia, sem modificar a posição majoritária já detida pela EDF.
Acordo integra rotação de ativos
Para a companhia, a alienação integra a estratégia de rotação de ativos e simplificação societária. O efeito financeiro final dependerá do valor atualizado no fechamento, do tratamento do empréstimo e das condições previstas nos contratos; o anúncio não representa receita de geração nem novo investimento na usina.
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Contratos e obrigações continuam
Para o setor elétrico, os pontos centrais são a continuidade operacional, a manutenção dos contratos de energia e a aprovação pelos reguladores. Mudanças de controle ou de participação em ativos de geração precisam preservar capacidade técnica, obrigações de concessão e garantias associadas ao financiamento.
Reguladores e credores definirão o fechamento
Os próximos marcos serão as decisões do Cade e da ANEEL, as anuências dos credores e a divulgação do fechamento. Somente então será possível confirmar o valor atualizado recebido e a saída integral da Neoenergia do ativo.
