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Autores da Lei de Arbitragem revisitam seus 30 anos em encontro hoje, às 18h

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Ilustração artística de Selma Lemes, Pedro Batista Martins e Asdrubal Júnior em uma cena imaginada de conversa em estúdio de podcast.
Ilustração artística criada com inteligência artificial: cena imaginada em um estúdio de podcast. O encontro será transmitido pelo Zoom. Crédito: ArquipelJus.

Selma Lemes e Pedro Batista Martins participam de conversa conduzida por Asdrubal Júnior, promovida pela FECEMA, com inscrições gratuitas e transmissão pelo Zoom.

Publicado originalmente no ArquipelJus. Republicado com autorização.

Selma Ferreira Lemes e Pedro A. Batista Martins, integrantes da comissão que redigiu o anteprojeto da Lei de Arbitragem, estarão reunidos nesta terça-feira, 27 de outubro, para uma conversa sobre a construção e o legado da legislação. O encontro começa às 18h, no horário de Brasília, e será conduzido pelo advogado Asdrubal Júnior.

Promovida pela Federação das Entidades de Conciliação, Mediação e Arbitragem (FECEMA), a edição especial tem como tema “30 anos da Lei de Arbitragem: Memória, Construção e Legado”. A participação é gratuita, mediante inscrição, e a transmissão ocorrerá pelo Zoom.

A presença de dois participantes da elaboração do anteprojeto permite olhar para além do texto da lei: recuperar o contexto de sua construção e as escolhas que ajudaram a definir o modelo brasileiro de arbitragem.

Da elaboração à consolidação

Sancionada em 23 de setembro de 1996, a Lei nº 9.307 estabeleceu as bases da arbitragem contemporânea no Brasil. A legislação permite que pessoas capazes de contratar submetam à decisão de árbitros os conflitos relativos a direitos patrimoniais disponíveis.

Entre seus pilares estão a autonomia da cláusula compromissória e a eficácia da sentença arbitral, que produz entre as partes e seus sucessores os mesmos efeitos de uma sentença judicial. A lei também exige contraditório, igualdade das partes e imparcialidade do árbitro, com hipóteses delimitadas de controle judicial de nulidade.

A consolidação desse modelo teve um momento decisivo em 2001, quando o Supremo Tribunal Federal reconheceu a constitucionalidade da Lei de Arbitragem. Em 2015, uma reforma passou a prever expressamente sua utilização pela administração pública direta e indireta em conflitos sobre direitos patrimoniais disponíveis, exigindo, nesses casos, arbitragem de direito e respeito à publicidade.

Três décadas depois, revisitar essa trajetória com quem participou da redação do anteprojeto oferece uma perspectiva relevante para advogados, árbitros, pesquisadores e estudantes interessados na evolução da resolução de conflitos no país.

Como participar

O encontro será hoje, 27 de outubro, das 18h às 19h30, pelo Zoom. As inscrições são gratuitas na página oficial da FECEMA na Sympla, indicada nas referências ao final.

Cartaz oficial da FECEMA para o encontro de 27 de outubro de 2026, com Pedro A. Batista Martins, Selma Ferreira Lemes e Asdrubal Júnior.
Cartaz oficial do evento. Divulgação: FECEMA.